Juffage é o projecto a solo de Jeff T. Smith, artista sonoro e multi-instrumentista de
Leeds (via Chicago). Jeff é também um apaixonado pela engenharia de som, profissão
que exerce durante o dia e que o levou a passar por alguns dos melhores estúdios de
Chicago, incluíndo os Engine Studios (com Brian Deck) e os Electrical Audio (com Steve
Albini).
Como artista a solo actua com frequência em bares, galerias de arte e caves com a
mesma quantidade de instrumentos que uma banda, utilizando cassetes, baterias,
guitarras, baixos, pedais de loop e outros dispositivos para criar canções complexas e
arrebatadoras mas supreendentemente pop.
Os seus concertos têm sido comparados a uma síntese entre a ferocidade rítmica de
uns Lightning Bolt, a sensibilidade pop de uns Radiohead, a produção manipuladora de
King Tubby e a capacidade de criar um bom loop de Andrew Bird. O resultado é descrito
como “hiperactivo e tecnicamente perfeito”, “mágico” e “selvagemmente exuberante mas
de aparência delicada”.
Em plena digressão europeia, Juffage vem pela primeira vez a Lisboa para apresentar o
seu novo álbum “Semicircle”, editado em Junho deste ano pela Function Records (Reino
Unido).
“Os L’Enfance Rouge não são franceses, como dizem por aí. Não são italianos, como sugerem os nomes Locardi e Andreini, a secção rítmica. Não são europeus, como disse o Thurston Moore quando lhe chamou uma das melhores bandas do velho continente. Não são tunisinos, como podia indicar o álbum anterior e a formação com que chegaram há dois anos a Sines. Os L’Enfance Rouge são uma raça alienígena proveniente de um planeta longínquo. Planeta de cujo o mais insigne espécie até cá chegado dá pelo nome de Steve Albini, compreendem? São daquela sociedade em que as crianças aprendem Black Flag na creche, Swans na primária e Big Black no ciclo, enquanto em simultâneo resolvem de cabeça inequações de 967º grau. Na verdade, os L’Enfance Rouge não existem. Ontem, no encerramento do Festival Terapêutico do Ruído, o que houve foi uma magnífica alucinação colectiva que vai ser motivo de conversa para muitos anos.” Vítor Junqueira in Juramento Sem Bandeira
Os Vialka são um duo endiabrado e destemido constituído por Marylise Frecheville
(bateria e voz) e Eric Boros (guitarra e voz).
Formaram-se em 2002 e desde aí não têm parado de tocar um pouco por todo o mundo
em digressões intensas e imparáveis.
A sua música finta alegremente as fronteiras, juntando desert blues, música folclórica
chinesa, rock variado e música cigana europeia num turbilhão de energia dervixe.
Os seus relatos gipsy punk folk rock, as suas polirritmias hipnóticas e os seus uivos e
gemidos resultam numa infusão altamente intoxicante e dançável.
Vêm pela primeira vez a Portugal para apresentarem o seu mais recente álbum “La
Poursuite de l’Excellence” onde mais uma vez nos brindam com a sua loucura e boa
disposição.
(Galiza/Espanha)Os Unicornibot formaram-se em 2008 em Pontevedra como uma experiência onde dar rédea solta à imaginação de quatro dementes.
Do psicadelismo do rock progressivo até ao rock clássico, passando pelo math rock e pelo hardcore, os Unicornibot são conhecidos pelas suas actuações arrasadoras que ficaram fielmente retratadas no seu primeiro álbum “Hare Krishna”, um compêndio demolidor de nove temas gravados em directo nos Estúdios Brazil em Madrid por Javier Ortiz (Decapante) e masterizados por Bob Weston (Shellac) no Chicago Mastering Service.
O disco, recentemente lançado em edição de autor, encontra-se disponível em vinil ou para download gratuito em: www.dotheunicornibot.bandcamp.comwww.myspace.com/unicornibot
Unicornibot (es) +dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS(pt)
Matiné Terapêutica do Ruído @ Severa (aka Barbuda)
Largo da Severa, nº 8 – Mouraria (Lisboa) Sábado 10 Setembro – 17h entrada livre
Os PPCM são o filho bastardo da relação amorosa entre o pianista americano Thollem McDonas e o colectivo lisboeta dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS (dSCI).
O encontro entre estas duas almas gémeas deu-se em Junho de 2008 quando os dSCI fizeram a primeira parte de um concerto do Thollem em Lisboa em que acabaram por tocar um tema em conjunto.
Em Dezembro de 2010 o pianista regressou a Portugal e juntou-se novamente aos dSCI para um par de concertos de improvisação livre, um dos quais no evento que a Associação Terapêutica do Ruído preparou para a época natalícia intitulado Para Poupar Come Merda, título retirado de um graffiti que Thollem e a sua mulher Angela tinham fotografado dois anos antes nas ruas de Lisboa.
Agora, ainda em plena fase de contenção económica, os dSCI convocam mais uma vez a agência de rating Thollem McDonas, para juntos distribuirem notas musicais avulsas com o alto patrocínio do FMI e do Banco Central Europeu.
Do choque destes titãs da improvisação pode-se esperar um pouco de tudo: música livre sem fronteiras de géneros ou estilos e com um forte pendor libertário.
Os PPCM estarão disponíveis para dar palestras sobre o plano de austeridade entre os dias 31 de Outubro e 10 de Novembro… Reserve-os agora ou fique aprisionado para sempre à dívida externa!
Thollem McDonas (piano/voz) vive em digressão perpétua como solista e colaborador.
As suas experiências musicais são extremamente variadas e as suas abordagens à maneira de fazer música estão sempre em expansão e têm produzido de uma forma consistente resultados radicalmente novos e diferentes.
Thollem tanto actua em okupas ou em motins como em salas de concertos ou em óperas modernas, sempre tocando música livre ou muito livre.
Colabora regularmente com realizadores de cinema e bailarinos e também com uma ampla gama de músicos divergentes tais como: Jad Fair, Mike Watt, Arrington de Dionyso ou membros dos Deerhoof e dos L'Enfance Rouge, entre muitos outros músicos famosos, infames ou desconhecidos de toda a Europa e América do Norte.
Os dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS são um colectivo de terapeutas do ruído que surgiu em 2007 quando músicos de diferentes projectos se começaram a juntar em sessões terapêuticas para se libertarem das tensões e frustrações do quotidiano.
Desde aí já deram mais de centena e meia de concertos nos mais variados locais e situações e com as mais diversas bandas e projectos, incluíndo quatro digressões europeias e inúmeras colaborações com outros músicos e artistas.
Até agora lançaram dois EPs em edição de autor e uma cassete pela editora A Giant Fern e estão de momento a preparar a edição do seu primeiro álbum.
Através da Associação Terapêutica do Ruído têm-se dedicado também à organização e promoção de sessões terapêuticas com peritos vindos de vários países e estilos.
The dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS (“two inverted semi-quavers”) are a
collective of noise therapists based in Lisbon (Portugal). They began in 2007
when musicians from different projects started playing together in therapeutic
sessions to get rid of the tensions and frustrations of daily life.
The collective is formed by: Boris (four strings & double personality), Desmarques (guitars & anaesthetizing feedbacks), Trigueiros (drums &
arrythmia) and X (keyboards, saxophone & side effects), who are sometimes joined by Flapi
(blows & hyperventilations) and soRRisoeMeio (juggling & contortions) or any
other musician who is in the mood for making noise.
The sound they make is instrumental and unlikely. Based on improvisation, it
doesn’t fit in any predetermined style, roaming somewhere between rock and
post-rock, punk and post-punk, jazz and free jazz, noise and easy listening and
everything else that will come in the way.
It’s live that their noise better reveals its therapeutic properties, in wild and
intense performances where unpredictability is the only thing guaranteed.
In 2008 they self-released their first EP, simply titled “I” and they did a short tour in Germany.
On the way back they went to Barcelona where they recorded their second EP,
called “II”, which was released in 2009 in a limited handmade edition and was
re-released this year by the portuguese netlabel Enough Records.
In 2009 they also did the “Abrakadabra Tour”, an european tour which went
through Spain, France, Germany, Holland, Switzerland, Czech Rep., Slovak
Rep., Hungary, Slovenia and, of course, Portugal.
In 2010 they released the tape “SADITREVNiSAIEHCLOcIMEsSAUd” by the
portuguese label A Giant Fern and they went on the “Kaiak Tour”, which took
them back to Spain, France and Switzerland and, for the first time, to Italy.
Now they have just released the tape in digital edition by the netlabel Enough
Records and they are going back to Italy to play in the mythical festival Musica
nelle Valli, taking the chance to play some other concerts on the way. This time
they will be accompanied by the special guest Gee Bees, who at the moment is
replacing Trigueiros on the drums and who will be available to do tattoos during
the trip.
“Volta e meia, Enough Records e dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS unem forças e põem cá fora um novo registo. Sempre palpitante. Este chama-se “SADITREVNiSAIEHCLOcIMEsSAUd” e foi originalmente editado pela A Giant Fern, numa edição em cassete de tiragem limitada. É o regresso do estimulante jazz-rock de tonalidades psicadélicas dos dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS.
Para felicidade do povo, está tudo disponível para download legal e gratuito.”
“Ever so slowly they build to a cascading peak before exploding into this weird disco/jazz/psych hybrid. That’s one of the most striking qualities of the band, that they bring so many different influences in comfortably under the psych umbrella. Noisy art-rock, disco/funk, improv, a little dub, a touch of hip hop and a hefty dose of jazz. These guys sound like they love playing; even in the moments where they’re “cooling off” you can feel the adrenaline still pulsing through them and the sweat pouring from their collective brow.”