FESTIVAL TERAPÊUTICO DO RUÍDO | 3 FEVEREIRO (quinta feira)


Most People Have Been Trained to Be Bored – Projecto a solo de Gustavo Costa, mestre do ruído electroacústico que já colaborou com nomes como Damo Suzuki (Can), Steve Mackay (Stooges), John Zorn, Christian Wolff, Barbez, Três Tristes Tigres, Genocide, Mark Stewart, Alfred Harth, Margareth Kammerer, Martin Brandlmeyer, Raz Mesinai, Massimo Pupilo, Helge Hinteregger, Xavier Charles ou Adolfo Luxúria Canibal. Neste projecto, Gustavo Costa, explora o seu interesse na área da prática musical contemporânea, explorando recursos como elementos percussivos, piano preparado e síntese electrónica num trabalho influenciado tanto por Iannis Xenakis e Giacinto Scelsi como pelos comentários políticos dos Crass e dos Dead Kennedys.

 

Familea Miranda – Os inventores do ruído milionário vêm pela terceira vez a Portugal após uma digressão em 2008 e dois concertos em 2009, desta vez para apresentar o seu quinto álbum “Dramones”, acabado de editar.
Em mais de dez anos de carreira, esta banda de músicos oriundos do underground chileno, editou quatro discos, deslocou a sua residência para Barcelona, deu mais de 300 concertos, incluindo várias digressões europeias e foi sempre apurando a sua própria identidade musical, algures entre o pós-punk, o pós-hardcore e o pós-rock.

ORGanização – Colectividade de músicos de diferentes áreas musicais, de diferentes gerações e de diferentes gostos e ideias que vem propor um novo e original método de pensar e revolucionar o que se convencionou tradicionalmente intitular de “banda rock”. Por este grupo de especialistas de ruído improvisado, sem ensaios, sem estruturas pré-definidas e sem formação fixa, costumam passar nomes como Vítor Rua, Chris Cutler, Alexandre Cortez, Eduardo Raon, João Peste, Pedro D’Orey, Anabela Duarte ou Cláudia Efe, entre outros.


FESTIVAL TERAPÊUTICO DO RUÍDO | 4 FEVEREIRO (sexta feira)

Alto de Pêga –  Projecto “anarco-pós-extremo-primitivo-satânico” dos confins da aldeia de Beiriz que se dedica desde 2009 à exploração mística do som e do espaço. As suas actuações são autênticos rituais tribais e  psicadélicos em que procuram recriar, através de ritmos frenéticos e de avalanches de ruído, a presença alucinatória da Natureza  selvagem. Prestes a embarcarem numa nova digressão europeia, estes peritos em ruído pagão, vêm pela primeira vez a Lisboa, numa estreia bastante esperada.

John Makay – Duo de math-rock constituído por uma guitarra épica e uma bateria epiléptica, que traz na bagagem o seu primeiro álbum “Mon Amour Mi Amor”, relato autobiográfico de um super-herói em crise com o mundo. O som hipnótico do tapping da guitarra, sem recurso a efeitos ou loops, a par com os ritmos intensos da bateria, tornam as prestações ao vivo destes doutorados em ruído matemático numa intensa libertação de energia.

Tigrala – Super-grupo lisboeta especializado em ruído xamânico que reúne o guitarrista Norberto Lobo (conhecido pelo seu trabalho a solo), o guitarrista Guilherme Canhão (guitarrista dos saudosos Lobster e dos novos Sunflare) e o percussionista mexicano Ian Carlo Mendoza (membro dos mais variados projectos). Depois de um primeiro álbum homónimo, totalmente acústico, encontram-se de momento a preparar o seu novo registo, enquanto vão ensaiando aproximações a universos mais eléctricos.

FESTIVAL TERAPÊUTICO DO RUÍDO | 5 FEVEREIRO (sábado) |

Tiago SousaFundador da já extinta editora Merzbau (netlabel portuguesa que descobriu nomes como Lobster, B Fachada, Noiserv ou Frango) que assumiu desde 2006 uma surpreendente carreira a solo. Supreendente, porque, apesar da abrangência estética que demonstrou enquanto editor, nada indiciava a direcção que a sua própria música tomaria. As emotivas e simples melodias que este perito em ruído impressionista desenha, sobretudo ao piano, evocam a descoberta de alguns mestres da música moderna e contemporânea e a leitura de obras da geração Beat, de H.D. Thoreau, dos Situacionistas e da filosofia oriental.

Bypass -Praticantes de um rock pós-algo, sem concessões e sem fronteiras, estes especialistas em pós-ruído vêm ao Festival apresentar o seu último álbum “Like Mices and Heroes”, em que revelam, uma vez mais, o seu idiomatismo composicional, que alia uma sensibilidade estética rock a uma experimentação constante.  Entre momentos intimistas, explosões de guitarra e letras incisivas, a urgência continua a ser o mote que move este grupo lisboeta.

L’Enfance Rouge – Banda mítica da cena independente, considerada por Thurston Moore (Sonic Youth) como
uma das melhores da Europa, este trio de avant-rock, versado em ruído bárbaro, traz no currículo 12 álbuns e mais de 1800 concertos em todo o mundo. O Festival termina em grande com o regresso muito aguardado deste grupo incendiário, que volta a Portugal para apresentar o seu mais recente álbum “Bar-Bari”, depois de por cá ter passado em 2009 numa breve digressão que incluiu um inesquecível concerto em formato sexteto no Festival Músicas do Mundo (Sines).

Leave a Reply

Fill in your details below or click an icon to log in:

WordPress.com Logo

You are commenting using your WordPress.com account. Log Out / Change )

Twitter picture

You are commenting using your Twitter account. Log Out / Change )

Facebook photo

You are commenting using your Facebook account. Log Out / Change )

Google+ photo

You are commenting using your Google+ account. Log Out / Change )

Connecting to %s