Depois do bem sucedido Episódio-Piloto da NAVE, a A.T.R. volta ao ataque com uma semana em cheio! o regresso dos dOISsEMIcIRCUITOSiNVERTIDOS, que actuam na quarta-feira no Dia da Liberdade Documental, uma Sexta-Feira Sancta com concertos dos Missing Dog Head e dos Quelle Dead Gazelle e ainda o início da digressão portuguesa do duo italiano Comaneci!

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27 Março (qua) – Dia da Liberdade Documental @ Auditório Carlos Paredes – Lisboa  (+ M-PeX + Merankorii + Ricardo Webbens & John Klima) – 21h / entrada livre!

Formados em Dezembro do ano passado por ocasião da primeira edição do Familiar Fest Lisboa e constituídos por membros dos infames dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS, que aqui se apresentam num formato electro-acústico, totalmente improvisado e sem remorsos, os dOISsEMIcIRCUITOSiNVERTIDOS regressam para actuar no Dia da Liberdade Documental, após terem também participado na compilação “100 Years of Noise”, editada recentemente pela netlabel Enough Records.

dOISsEMIcIRCUITOSiNVERTIDOS foto

 

29 Março (sex) – Sexta-feira Sancta @ Bartô – Lisboa
23h / entrada livre!

Directamente dos calabouços da inquisição cultural a que este pesadelo chamado crise aos artistas independentes tem dado fado, eis que ressuscitam os leprosos, os pestilentos, as bruxas, os feiticeiros e todos os banidos e exilados da grande panaceia de cortes na cultura não alinhada pelo São Estereótipo, padroeiro dos cabeçudos convictos. Embora a pão e água, sempre por destinos profetizados no herético gosto pelo ruído, surge a união de esforços entre a ATR e Arquitectura do Ruído para a celebração da Sexta-feira Sancta, uma invenção de apostas não apostólicas nem tampouco romanas, talvez um pouco delirantes do jejum forçado dos últimos 3 anos de penitência nacional.

Trazemos de bandeja uma gazela morta (Quelle Dead Gazelle) e uma cabeça de cão
desaparecida (Missing Dog Head), artefactos musicais em destaque no Bartô, na próxima sexta-feira, dia 29 de Março!

(O Arquitectura do Ruído é um programa de rádio na RÁDIO ZERO que tem como
autor Paulo Piedade Rodrigues e é emitido todas as sextas-feiras às 19h.)

Os Missing Dog Head são um trio de música improvisada que surgiu em 2006 quando
o compositor e guitarrista austríaco Martin Philadelphy se juntou ao baterista português
Gustavo Costa e ao artista noise austríaco Chris Janka.
Após duas bem sucedidas digressões em Portugal e na Áustria em 2006 e 2008 para
apresentarem “Ling-Ling”, o seu primeiro registo em formato bootleg, os Missing Dog
Head foram para estúdio para gravarem o muito aguardado álbum de estreia “Inugami”,
que acaba de ser editado e ao qual se segue esta nova digressão.
Inspirado numa lenda japonesa, o álbum reforça a linguagem musical deste trio luso-
austríaco, expressando a espiritualidade inerente a todos os géneros que atravessa e que
vão desde o blues e o rock até ao jazz, habilmente evitando o jazz-rock mais clássico,
antes dividindo-se sensitiva e impiedosamente por entre o charme de um cocktail-bar e o som industrial do noise-punk-rock.

Por Dezembro de 2012 passámos pela primeira vez no Arquitectura do Ruído (AR) o
tema “Afrobrita” dos Quelle Dead Gazelle, descrito seguidamente no site do programa
da Rádio Zero, como portador de “um toque de magia oriental, talvez afegã, e um beat
africano”. Este power duo alfacinha, composto por Miguel Abelaira (bateria) e Pedro Ferreira (guitarra) nasceu em Janeiro de 2012 no Musicbox, onde os dois músicos se terão reencontrado num concerto, anos depois de terem participado em projectos musicais mais fugazes.
Um baterista de rufo exótico e ritmo seguro – começou guitarrista, actualmente estudante
na Escola de Jazz Luiz Villas-Boas – com um guitarrista rodeado por mais de 20 pedais
de efeitos – manobrados com a destreza de um ciclista praticante – dá numa sonoridade
muito própria, neste caso cheia de pormenores interessantes, quer nos instrumentos em
particular, quer na sonoridade tecida coordenadamente entre os dois.
É uma caçada psicadélica afro-weird que dá para dançar! Invente-se um estilo de dança
para o estilo mutante que os Quelle Dead Gazelle criaram.

COMANECI ao vivo em Portugal!

Comaneci foto2

Nos Jogos Olímpicos de 1976, Nadia Comaneci, uma frágil rapariga romena, deixou o
mundo sem fôlego pela graciosidade com que flutuou entre as barras paralelas e com que conquistou o primeiro “10” da história da ginástica artística.
O seu apelido e a ligeireza com que superou todas as expectativas deram origem ao
nome deste grupo de Ravenna (Itália), formado por Francesca Amati e Glauco Salvo,
um duo minucioso e original de canções simples, onde a folk e os blues se cruzam numa
delicadeza acústica atravessada pela voz surpreendente de Francesca, simultaneamente
sensual e infantil. Os concertos dos Comaneci não podiam estar mais longe da ideia de “espectáculo”, são pequenos rituais colectivos em que os artistas e o público se confundem e em que a música é uma corda bamba, um modo de viver, um tempo precioso. Vêm pela primeira vez a Portugal para apresentarem o seu mais recente álbum “Uh!”, acabado de editar numa parceria entre várias editoras italianas.

http://www.youtube.com/watch?v=JrVEvrxgl30
http://www.youtube.com/watch?v=sSu0f0m_AYc
http://www.youtube.com/watch?v=82ujmWknAko