Depois de celebrarem o seu 6º aniversário, que acabou em grande com o Concerto Itinerante dos Asimov e dos dSCi pelas ruas dos Anjos no sábado passado e com a estreia em Portugal dos ingleses Action Beat já no início desta semana, os gémeos siameses Associação Terapêutica do Ruído (ATR) e dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS (dSCi) despedem-se de Lisboa com mais duas sessões terapêuticas!

No próximo sábado (8 Junho) a ATR foi convidada a programar uma sessão para o 100º Aniversário da Livraria Sá da Costa, que contará com a performance especial do inusitado quarteto «Damasco», o encontro da dupla S for Seward com o Monsieur Trinité e o regresso do místico Druidas Papas, acompanhado nesta ocasião por Ricardo Reis. Será a partir das 19h30, com entrada livre e haverão comes & bebes!

E no domingo (9 Junho) os infames dSCi fazem um ensaio aberto no Domingos na NAVE, antes de partirem para a Zaratak Tour, uma nova digressão por Espanha, França e Portugal que durará três semanas e que terminará em Lisboa com um concerto no Lounge no dia 4 de Julho (quinta-feira)! Na próxima semana serão anunciadas todas as datas e mais algumas surpresas!

Para além do ensaio aberto dos dSCi, que será às 18h, haverão muitas outras actividades na NAVE, o novo espaço cultural em Carnide que a ATR tem estado a partilhar com outros colectivos, incluindo a exposição “F.M.P. 112 (call the police if u r alone)” e também uma pequena feira, jogo de basket, filme de terror, jam session, pinturas murais e comes & bebes! A entrada é livre e as portas abrem às 16h!

Entretanto a ATR está a apoiar a campanha de crowdfunding para o “Suspended Warehouse”, uma longa metragem documental de André Matos Cardoso sobre o Armazém 13, cuja banda sonora é da autoria do músico italiano Above the Tree, que já veio várias vezes a Portugal pela mão da ATR! Mais informações sobre como contribuir para esta campanha aqui

E por último, gostaríamos de relembrar que continua disponível por encomenda (através de terapiadoruido@gmail.com) o muito aguardado primeiro álbum do nosso querido one-drum-band Gee Bees, intitulado “Anarquia à Conta do Papá”!

 

 Damasco imagem

8 Junho (sábado) 19h30

«Damasco» + S for Seward & Monsieur Trinité + Druidas Papas & Ricardo Reis @ 100º Aniversário da Livraria Sá da Costa – Lisboa

(entrada livre)

 

 

«Damasco»

Encontro de um quarteto inusitado que se junta na Livraria Sá da Costa para celebrar o seu aniversário com um brinde, que com as suas gotas despropositadas, inundará de sons e imagens, ambos em estado líquido, o espaço celebrado. O nome da ocasião é Damasco, e mistura o doce da fruta com a degradação de uma guerra, na mais antiga das cidades habitadas continuamente pela humanidade. Os livros da livraria permaneceram intactos.

Bernardo Álvares – electrónica

Carlos Godinho – field recordings

Joana Rainha – Performance

Yaw Tembe – projecção visual

S for Seward & Monsieur Trinité

A venda de muco vulgarizada nos inícios de janeiro ajudou à propagação da gripe. Esta fonte de lubrificação, para além de brilhar no escuro, reveste os genitais de uma cera engrossada. O Dr. Benway tem estudado os efeitos da dependência ao muco. Milhares de contaminados enchem cada vez mais os becos para se besuntarem com o seu próprio ranho. Os sintomas da gripe e a vaga de frio vulgarizaram a penetração ao nariz. No estudo-manifesto, Benway explica que o uso da penca entre os infetados do sexo masculino veio reduzir a percepção do cheiro concentrado na falta de banho generalizada e exponenciar os efeitos da ranhoca mais pura.

Os S for Seward convidam Monsieur Trinité para interpretar «Manifeste Ranhocque» (1960) de W. S. Burroughs.

Monsieur Trinité – voz

Jorge Nunes – percussão e electrónica

Bernardo Álvares – baixo e electrónica

Druidas Papas & Ricardo Reis

 

Druidas Papas é o projecto a solo de Rodrigo João, que nesta ocasião será acompanhado por Ricardo Reis. Assim se descreve este místico-urbano: «Deixando as melodias convencionais e centrando-nos no imaginário visual que os sons podem provocar na imaginação… Eis que nos surge druidas-papas, um músico de um passado não muito distante que ainda sobrevive à hecatombe de relíquias remodeladas em aparelhos sonoros domesticados a provocarem paisagens sonoras na mente de quem estiver presente…»

F.M.P. 112
(call the police if u r alone)

Mais de que ser um colectivo ou um projecto, esta exposição é um organismo: que respira, se nutre, muda graças as pessoas que encontra no seu percurso. Enquanto organismo, têm o desejo de activar uma relação instável entre os trabalhos artísticos individuais e o espaço que os acolhe.
A N.A.V.E. abriga-nos e contamina-nos com a sua temperatura específica. É um espaço impregnado de uma energia disforme, quase como um pré-big bang em que os estilhaços resultantes dessa explosão não podem ser calculados ou controlados. Entrar neste circuito de experimentação artística significa habitar uma parêntesis espacial e temporal, que, por mais que seja efémera, pode persistir e prolongar-se na memória colectiva.
Não são dias, nem horas, nem minutos: são tempos colectivos.

M.A.G.D.A.