LANÇAMENTO DA DISCOGRAFIA COMPLETA DE LEMUR EM CD

lemur + aye aye net

qui. 3  Jul. 22h30 – Lemur + Aye-Aye + Syma & Mário Valente (dj set) @ Lounge – LISBOA

(Rua da Moeda, 1 – Cais do Sodré – entrada livre!)

Depois de em Novembro do ano passado terem reeditado em formato digital e gratuito a sua discografia completa pela netlabel Enough Records (em colaboração com a Associação Terapêutica do Ruído) e de terem tocado no Re-Sonic Fest (a celebração dos 10 anos do Sonic Fest, festival que organizaram em 2003 em conjunto com os Brainwashed by Amalia e onde se estrearam ao vivo), os Lemur despertam mais uma vez da sua catáfora para fazer o lançamento da discografia em formato CD (numa parceria entre a banda, a ATR e a Miranada, editora dirigida pelos membros dos Familea Miranda) e para regressar ao Lounge, onde em 2006 tinham lançado o seu EP por ocasião da festa do 1º aniversário da entretanto extinta Merzbau, num concerto que contará também com a ruidosa presença dos camaradas malgaxes Aye-Aye.

LEMUR

lemur foto

Os lémures são primatas estrepsirrinos endémicos da Ilha de Madagáscar. Indícios fósseis indicam que atravessaram o mar após Madagáscar se ter separado de África. Enquanto os seus antepassados competiam com macacos e outros primatas, os lémures estavam a salvo, sem qualquer tipo de competição e por isso diferenciaram-se. 

A palavra lémure deriva do latim e significa “espírito da noite” ou “fantasma” e deve-se provavelmente ao facto de estas criaturas serem noctívagas.

Os Lemur de Lisboa são uma banda de “rock furiosamente instrumental” que esteve activa entre 2003 e 2006 e que desde aí tem estado em hibernação. Nesse breve período de tempo deram uma quinzena de concertos, partilhando o palco com bandas como: Brainwashed by Amalia, Katabatic, Bypass, Ölga, The Allstar Project, Frango e Puget Sound; editaram uma maqueta em edição de autor e um EP homónimo pela netlabel Merzbau e colaboraram em algumas compilações como a “Animal Repetitivo” do Out.Fest de 2005, festival em que participaram nas duas primeiras edições e a “Can Take You Anywhere You Want” da Bor Land, editora para a qual chegaram a gravar algumas faixas que permaneceram inéditas até há bem pouco tempo.

www.enoughrecords.scene.org/#/release/enrmp334

www.youtube.com/watch?v=jjYU0ZFCZXE

AYE-AYE

aye-aye foto

Existem dias em que são nada mais do que noise surrealista, tem outros que são histórias sobre velhos marujos.

Os Aye-Aye são contos sobre maravilhas que apenas os homens que não sentem podem contar. São relatos das cidades onde vivem homens de metal, de peitos arrancados, espalhados pelo meio do chão com a carne torcida pelas corridas dadas. São as memórias dos homens com barcos e histórias curiosas sobre o fundo do mar.

São também os animais de longos dedos, do ar pintado por todas as cores, flutuante sobre si mesmo. Dos ballets para memórias parcas, para corpos pesados: danças do ruído, para o ruído.

Da fealdade, essa, faz-se o estrondo, e das canções bardos pardos, para que quando suprimidos os contos se travem as máquinas.


www.soundcloud.com/aye-aye-captain/screamin-indian
www.facebook.com/SirAyeAye