UM VERÃO RUIDOSO (parte III)

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Os meteorologistas do ruído e os astrólogos terapêuticos vão a banhos, mas prometem  que o verão continuará a ser bem ruidoso!

 Depois do lançamento da discografia completa dos Lemur em CD (que entretanto já está disponível através da distro ATR ou do e-mail terapiadoruido@gmail.com) no passado dia 3 Julho no Lounge (acompanhados pelos camaradas malgaxes Aye-Aye) e da terceira edição do Taina Fest em Lisboa (em mais uma parceria com a Lovers & Lollypops), a ATR despede-se com uma dose dupla de ruído, antes de ir a banhos…

 Esta sexta-feira (25 Jul.) a incendiária dupla franco-italiana Putan Club, projecto paralelo de François Cambuzat dos míticos L’Enfance Rouge, regressa a Lisboa para tocar no Bartô, com a primeira parte a cargo do power-trio lisboeta The Dirty Coal Train!

 E no sábado (26 Jul.) a partir das 20h a ATR volta mais uma vez ao RDA69 para a sua residência mensal, onde para além do habitual (e delicioso) jantar vegetariano haverá uma actuação especial que juntará imagem, som e palavra e que contará com as ilustres presenças dos concon,Bernardo Álvares, Raquel Lima e Maria Radich!

 Por último a ATR estará presente com a sua distro na terceira edição da Feira Morta, uma feira de edições independentes, exposições, concertos e muito mais, que decorrerá no Estúdio Adamastor em Lisboa nos dias 1, 2 e 3 de Agosto a partir das 14h!

sex. 25 Jul. 22h30 – Putan Club (fr/it) + The Dirty Coal Train (pt) @ Bartô – Lisboa

(Costa do Castelo, 1-7 / entrada livre!)

 Dois selvagens na estrada. Guitarras, baixo, computador, industrial, techno, dubstep e selvajaria – como se o Skrillex violasse os Birthday Party: groove e electricidade. Com mais de 700 concertos desde a sua formação, pela Europa, África e Ásia, fazendo também de backing-band para Lydia Lunch, os Putan Club são uma célula de resistência artistíca, iconoclasta e violenta, groovy e evidentemente sexy, caracterizada por um modo de actuar muito próximo ao das primeiras conspirações europeias durante a última guerra mundial (acções de força em lugares diversos) ou ao dos membros da resistência no Iraque e Afeganistão ou na Chechénia. A resistência é organizada com os meios arcaicos e imediatos do nosso século: vozes e ruídos electrónicos, viaturas de combate e palavras de ordem, que é como dizer, desde a pintura rupestre ao conceptualismo mais intrépido, desde o avant-rock até à música clássica contemporânea ou até à música techno/dubstep mais brutal, desde o beijo na boca até ao pontapé no cu! Os lugares de acção são plurais: das galerias de arte em Nova York às casa okupadas na Bósnia, dos museus alemães às discotecas japonesas, dos teatros franceses às tascas moscovitas. E agora, pela segunda vez, em terras lusitanas!

 Reverend Jesse Coltrane, Lena Hurácan Coltrane e Conchita de Aragón Coltrane são o power-trio The Dirty Coal Train, que promete trazer os seus instrumentos amaldiçoados debitando decibéis suados com inspiração no DIY do punk e no cinema de série B onde coabitam com monstros, vampiros, múmias, ovnis e demais parafernália. “Killer Brains From Venus”, é o nome do primeiro EP na Monotone Records já esgotado. Em Outubro do ano passado lançaram o homónimo álbum de estreia (novamente em vinil) que se encontra nas últimas cópias. Depois de muitos concertos e com algumas saídas pela Europa, aguarda-se a chegada do novo LP “Dirty Shake” com uma produção assumidamente lo-fi (o álbum foi na totalidade gravado em casa e em sala de ensaios com meios bastante rudimentares) na esperança de captar a postura ao vivo em detrimento de todas as vantagens e polimentos que um estúdio proporciona. Pelo meio das habituais referências a zombies, monstros marinhos, macacos gigantes, há também lugar para citar Unica Zurn (pintora e autora) em “Der Mann in Jasmin”, Tennessee Williams (em “Stella”) ou os Latin Playboys de David Hidalgo. Garage Punk com Surf & rock & roll, nu e cru!

ATR @ RDA X

Jantar-Concerto

sáb. 26 Jul. a partir das 20h – concon (pt) + BernardoÁlvares (pt) + Raquel Lima (pt) + Maria Radich (pt) @ RDA69

 (Regueirão dos Anjos, 69 – entrada livre! – jantar vegetariano: 3 euros)

 concon é uma espécie de peixe voador que ocupa terras de ninguém em fronteiras ar/água manipuladas por variações de intensidade, frequência e polarização de frentes de compressão mecânica e radiação electromagnética em ambientes controlados.

 Bernardo Álvares é um activo contrabaixista/baixista na cena de música experimental e improvisada de Lisboa. Metade dos S for Seward e um terço dos Zarabatana.

 Raquel Lima é autora de poesia e tem participado em vários eventos poéticos em Portugal, Itália, França, Polónia, Reino Unido, Bélgica, Suécia e São Tomé e Príncipe. Dentro do movimento Poetry Slam, dinamiza encontros nessa vertente de poesia urbana e marginal.

 Maria Radich divide-se entre o rock/progressivo dos AbztraQt Sir Q e a música improvisada. Nessa vertente mais experimental tem vindo a desenvolver outras formas para a voz, onde a liberdade é total.