NOVEMBRO TERAPÊUTICO (parte IV)

O Novembro terapêutico termina com uma semana hiper-ruidosa: para além da residência mensal no RDA69 no sábado (29 Nov.), a ATR estará no Bartô na noite anterior (sex. 28 Nov.) para apresentar o filme “A Terra dos Carecas” e durante o fim de semana em mais uma edição da Feira Morta! E antes disso há também a estreia em Portugal do guitarrista belga Cédric Castus e ainda a inauguração da nova galeria Zaratan – Arte Contemporânea (qui. 27 Nov.), com a qual a ATR desenvolverá uma programação musical regular de concertos experimentais, intervenções sonoras e outros ruídos que começou com o Ciclo Pré-Go e que continuará em breve com novos ciclos! (mais info em baixo)

Esta semana o guitarrista belga Cédric Castus estreia-se em Portugal com quatro concertos: quinta-feira (27 Nov.) na Sonoscopia (no Porto), sexta-feira (28 Nov.) na Projectil (em Braga), sábado (29 Nov.) na residência mensal da ATR no RDA69 e  domingo (30 Nov.) na Feira Morta! (mais info em baixo)

Na sexta-feira (28 Nov.) a ATR e o Bartô apresentam  “A Terra dos Carecas”, uma comédia neozelandesa realizada e musicada ao vivo por Bernie Rao (aka Bernardo Rão ou “O Matador”), seguida de um dj set dos indescritíveis Kafunfo noSoundsystem, sempre bem acompanhado pelas projecções do misterioso VJ Gif! (mais info em baixo)

E no sábado (29 Nov.) a ATR regressa ao RDA69 para a sua residência mensal onde além do guitarrista Cédric Castus, haverá também concertos do músico italiano Fabrizio Testa e do novíssimo duo luso-americano Mandíbulas, tudo precedido pelo habitual (e sempre delicioso) jantar! (mais info em baixo)

Entretanto durante o fim de semana (sáb. 29 e dom. 30 Nov. das 14h às 20h) a ATR estará presente com a sua distro na quarta edição da Feira Morta, evento que desta feita decorrerá no Adamastor Studios em Lisboa e que junta diversos editores independentes, exposições, concertos, projecções de vídeos, lançamentos, conversas, workshops e tudo o mais, incluindo uma actuação do guitarrista Cédric Castus no domingo (30 Nov.) às 18h! (mais info aqui)

Por último a ATR gostaria de chamar a atenção para a campanha de angariação de fundos (aka “crowdfunding”) que está a decorrer para apoiar a SuccoAcido, uma revista/site/comunidade artística independente, internacional e multilíngue, sediada no sul de Itália, que já existe há 14 anos. Mais info sobre esta campanha aqui e ali!

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qui. 27 Nov. 19h – “JOÃO MOURO – O ARQUITECTO ARMADO EM BETÃO” (inauguração e performance) @ Zaratan – Arte Contemporânea – LISBOA

(Rua de São Bento, 432)


No dia 27 de Novembro às 19 horas, a Zaratan – Arte Contemporânea convida para a inauguração de “O arquitecto armado em betão”, uma exposição individual de João Mouro. Com este evento, a Zaratan abre um ciclo trimestral (Dezembro – Fevereiro) de 12 exposições individuais, que alicerça um conjunto de artistas portugueses emergentes sediados em Lisboa, com o propósito de operar uma mostra significativa do seu trabalho. Desde a escultura ao desenho, da vídeo-instalação à performance, o que aqui realmente interessa é explorar a arte experimental e abraçar desde logo uma atitude interdisciplinar e multimédia, que reflicta a variedade e a quantidade de materiais e linguagens disponíveis para o artista hoje em dia.

A Zaratan – Arte Contemporânea é um espaço sem fins lucrativos gerido por artistas, que pretende promover uma mais profunda compreensão das práticas artísticas contemporâneas.

Cédric Castus (be)

qui. 27 Nov. 21h30 – Sonoscopia – PORTO

(Rua da Prelada, 33 / entrada livre)

sex. 28 Nov. 22h30 – Projectil – BRAGA

(Travessa do Caires, 39 / contribuições livres)

sáb. 29 Nov. 20h – ATR @ RDA XIIIRDA69 – LISBOA (+ Fabrizio Testa + Mandíbulas)

(Regueirão dos Anjos, 69 / contribuições livres / jantar: 3 euros)

dom. 30 Nov. 18h – Feira MortaAdamastor Studios – LISBOA

(Praça dos Restauradores, 13 – 2º Dto. / entrada livre)

Com influências que vão de Tortoise a Tom Zé ou de Marc Ribot a Steve Reich, Cédric Castus foi criando um estilo muito próprio de tocar guitarra que o levou a colaborar com músicos como Sean O’Hagan (High Llamas), Charlie Francis (R.E.M), John McEntire (Tortoise), Kate Stable (This is the Kit), Sam Genders (Tunng) ou Françoiz Breut.

Servindo-se de uma miríade de pedais de efeitos e loop stations e recorrendo aos mais diversos objectos como garrafas de água, patos de borracha ou rádios portáteis, este guitarrista belga promete surpreender-nos com a sua transbordante criatividade e o seu peculiar sentido de humor. Estreia-se em Portugal a solo e traz na bagagem o seu segundo ábum “Megalo”, lançado no ano passado pela editora Matamore.

www.youtube.com/watch?v=RLymwrerplY

www.youtube.com/watch?v=SRt_eytCc2I

www.vimeo.com/62239270

sex. 28 Nov. a partir das 22h – “A Terra dos Carecas” by Bernie Rao (nz/pt) + Kafunfo noSoundsystem & VJ Gif (dj set) @ Bartô – LISBOA

(Costa do Castelo, 7 / entrada livre!)

“A Terra dos Carecas”

Uma comédia independente neozelandesa, musicada ao vivo, em digressão por Portugal

O humor negro neozelandês está de volta, desta vez com um filme assinado por um realizador emigrante português. O filme chama-se “A Terra dos Carecas” (título original “The Baldlands”) e é um misto de comédia negra, sátira social e drama distópico. A história passa-se na Nova Zelândia, num futuro próximo, e a narrativa gira à volta de uma lei polémica e radical que o primeiro ministro neozelandês faz passar sem explicação, tornando a calvície num crime grave, punido por lei. Uma comédia dramática que nos relembra que a liberdade é sempre uma ilusão.

O realizador Bernie Rao vai estar de Norte a Sul do país a apresentar uma versão especial de “A Terra dos Carecas”, musicada ao vivo. Usando vários instrumentos, Bernie Rao constrói em tempo real as partes musicais do filme. O filme vai poder ser visto em vários cine-teatros, auditórios, salas de cinema, bibliotecas, centros culturais e desta feita no Bartô. Imperdível!

www.youtube.com/watch?v=4JEE9-UGqtM

Bernie Rao

Bernardo Rão (também conhecido por “O Matador” ou Bernie Rao) é um artista multifacetado emigrante na Nova Zelândia.  Entre os seus trabalhos na área da música, destaca-se o projeto de música/live storytelling de culto “O Matador – Gangsta Fado” com vários álbuns lançados desde 2004 e um novo álbum a ser apresentado brevemente.

Quando não está a compor música experimental para cinema e teatro em Wellington, a fazer espectáculos como “O Matador” ou a tocar com o seu trio de jazz, Bernie Rao produz, escreve e realiza filmes e telediscos para bandas neozelandesas.

O seu último trabalho na área do cinema musical, “Teddy”, pelo carismático artista neozelandês “Dr. Glam”, tem tido várias participações em conceituados festivais do género por todo o mundo, incluindo o Wellington Underground Film Festival e o Athens Sprockets Film Festival, onde foi um dos finalistas.

Kafunfo noSoundsystem & VJ Gif

Os Kafunfo noSoundsystem são mais uma faceta da multifacetada Associação Terapêutica do Ruído. Munidos de gira-discos, alguma falta de bom senso e mau gosto q.b., atiram-se às agulhas em busca das pérolas e diamantes da história da música gravada, ou seja, tudo o que vá de Abba a Zappa. Aliados às projecções hipnóticas do misterioso VJ Gif prometem aterrorizar e surpreender os dançarinos mais incautos, mesmo aqueles que não gostam de dançar!

ATR @ RDA XIII

Jantar-Concerto

sáb. 29 Nov. a partir das 20h

Fabrizio Testa (it) + Cédric Castus (be) + Mandíbulas (us/pt)  @ RDA69

(Regueirão dos Anjos, 69 – entrada livre! – jantar: 3 euros)

Fabrizio Testa é um músico e produtor independente italiano. Actualmente a residir em Paris, vem ao RDA69 apresentar a sua mais recente obra em que utiliza leitores de cds, fitas magnéticas, rádios, dispositivos electrónicos e clarinete para criar música acusmática que reflecte sobre a memória dos edifícios abandonados e a decadência da Europa.

«Se um arco-íris fosse feito de cana, e tivesse uma ponta em Chicago e a outra em Lisboa, seria conhecido como Mandíbulas. Fruto de uma possessão demoníaca do guitarrista Ethan Heil pelo semba angolano, entre outros estilos tradicional daquele país, e do seu encontro com o percussionista Carlos Godinho, Mandíbulas é um chão de uvas azuis onde se querem pés bailantes. Recomenda-se cuidado com as dentadinhas!»

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