Janeiro Terapêutico (parte III)

Esta sexta-feira (30 Jan.) os dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS participam no “Com um V na Volta”, um concerto de homenagem a Vítor Ribeiro (aka Maçariku), organizado pela Casa da Achada (aka Centro Mário Dionísio), que decorrerá na Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul em Lisboa e que juntará diversos amigos! (mais info em baixo)

E no sábado (31 Jan.) a ATR volta ao RDA69 para a sua residência mensal que desta feita incluirá actuações dos cantautores Mário Trovador, Presidente Drógado e Kopke, para além do habitual e (sempre delicioso) jantar! (mais info em baixo)

Mas o ano terapêutico ainda mal começou e Fevereiro será um mês bastante ruidoso: para além dos regressos do duo franco-canadiano Vialka e do duo franco-italiano Putan Club, haverá também a estreia em Portugal do one-man-band francês Sheik Anorak, mais duas sessões da ATR na Zaratan e ainda a residência mensal da ATR no RDA69, que nesta ocasião será na última sexta-feira e não no último sábado do mês! Mais info em breve…

Com um V na Volta
sexta feira | 30 de Janeiro | 22 horas

dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS
Coro da Achada
Ernesto Rodrigues, Guilherme Rodrigues & Carlos Santos
João Morais, Rui Lucena, Filipe Brito & Diana Dionísio
João Paulo Esteves da Silva
No Mínimo K
& outros..

Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul
Avenida D. Carlos I, 61 – 1º – Lisboa
entrada livre!

«Maçariku, aliás Vítor Ribeiro, fez de tudo no cinema, no teatro, em associações culturais e organizações políticas. Lutou pela liberdade dentro e fora da cabeça, contra o racismo, o militarismo, a exploração. Trocava artes, coisas e ideias, fazia com e para os outros e coleccionava amigos no meio disso. Organizou centenas de encontros e concertos, participou em grandes e pequenos combates, fez de tudo com rebeldia, resistiu até não mais poder. Maçariku cultivou as amizades como quem semeia desobediência, entusiasmo, internacionalismo. Morreu em Agosto passado, e deixou tanta coisa, tanta gente.
A Casa da Achada e amigos propõem e convidam a participar numa série de sessões a partir dele, com uma diversidade de actividades que nunca será capaz de dar conta de uma vida tão rica e intensa, mas tenta pelo menos pegar nas suas coisas, nas suas ideias, nos seus modos de ser e passar as coisas aos outros.
Amigos e conhecidos intervêm, mostram-se máquinas velhas e outras a funcionar, há músicas, conversas, poemas e ferramentas, mostram-se filmes feitos por ele e filmes com ele lá dentro na Casa da Achada e ainda uma série de filmes da sua colecção na Cinemateca Portuguesa. Para terminar, um concerto resistente a pensar no que vibra ainda da sua presença atenta e livre para os combates futuros. Bebe mais um copo, Maçariku.»
 ATR @ RDA XV
Jantar-Concerto

sábado | 31 de Janeiro | a partir das 20 horas

Mário Trovador (pt)
Presidente Drógado (pt)
Kopke (pt)

RDA69
Regueirão dos Anjos, 69 – Lisboa
entrada livre! – jantar: 3 euros

Mário Trovador

«Mário, o “Trovador”, é um cançonetista prolífero, disfuncional, inventivo, controverso, ultraromântico, irregular, destruidor de todas as normas e convenções, criador de belas melodias e textos simples e acutilantes na sua poética. Pós-doutorado em músico de rua, animou centenas de festas, convívios, noites de bares, grandes palcos, etc, etc…
Deu-se a conhecer no 1º de Maio de 2000, numa grande festa no Parque Eduardo VII (com bancas de informação, comidas, jogos, concertos, etc.) então organizada a partir da B.O.E.S.G. por uma plataforma bastante alargada que se propunha a comemorar o dia do trabalhador de uma perspectiva política anarquista.» by José Smith Vargas

Presidente Drógado

«O Presidente Drógado é guitarra em punho e boca no trombone, cuspindo a canalha que uma sociedade não gosta de ouvir bocas aos seus podres sociais, políticos e higiénicos. É música de viola que lembra sempre fogueira de acampamento, só que neste os escuteiros foram chacinados e estão a apodrecer numa vala comum, e alguém passa mais ganza.» by Marcos Farrajota

Kopke

«Autodidacta, nascido e criado em Lisboa, sempre teve um contacto próximo com a música, mas nunca, até ao 20 anos de idade, se lembrou de ser músico. Pois bem, assim que realizou que era músico o que queria ser, músico se tornou. Influenciado pela música dos anos 60, 70 e 90 e influenciado também pelas circunstâncias da vida, envolve-se num mundo underground repleto de personagens que tanto podem estar, como não estar, relacionadas com o próprio.»

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