FEVEREIRO RUIDOSO (parte I)

Este sábado (7 Fev.) começam as Sessões na Carvoaria, um novo ciclo de concertos que a ATR está a programar em parceria com a Zaratan e a 1359! Para esta primeira sessão haverá actuações do duo de contrabaixistas Barrio)Álvares e do trio de electrónica Veabis & Tubbhead, devidamente acompanhados pelo artwork da ilustradora Marta Sales! (mais info em baixo)

Antes disso, na quinta-feira (5 fev.) também na Zaratan, há a inauguração da exposição “Partida, largada, fugida” da artista Mariana Marques, que contará com intervenções sonoras dos S for Seward e Joana Guerra! (mais info aqui)

E na sexta-feira (6 Fev.) os recém-formados Juan Inferno tocam na festa de lançamento da NicotinaZine #07, que decorrerá na Sociedade de Instrução Guilherme Cossoul em Lisboa a partir das 21h30! (mais info aqui)

Na próxima semana haverá a estreia do one-man-band francês Sheik Anorak em Portugal, que tocará na terça-feira (10 Fev.) no Canhoto (Porto) por ocasião do Um ao Molhe, um novo festival itinerante de one-man-bands que a ATR também está a apoiar e na quarta-feira (11 Fev.) na Casa Senhora do Monte (Lisboa) juntamente com o nosso indomável Catapulta! (mais info em breve)

E no final dessa mesma semana a dupla franco-canadiana de “pós-world music” Vialka regressa a Portugal para dois concertos: dia 14 Fev. na festa de mascarados enamorados do Bartô (Lisboa) com a primeira parte a cargo da dupla audiovisual concon e dia 15 Fev. na Sonoscopia (Porto)! (mais info em breve)

Nas duas semanas seguintes o duo franco-italiano de “electronic-industrial-avant-rock-techno-dubstep-sauvagerie” Putan Club, que já passou por festivais como o Milhões de Festa ou o Amplifest, volta a Portugal para várias datas, incluindo uma no Lounge (Lisboa) no dia 19 Fev., onde deram um concerto inesquecível em 2013! (mais info em breve)

Entretanto no dia 21 Fev. as Sessões na Carvoaria continuarão na Zaratan com concertos do guitarrista Siago Tilva e do projecto Full Dark, No Stars do músico experimental Rui Miguel! (mais info em breve)

E para terminar o mês haverá ainda a residência mensal da ATR no RDA69, que nesta ocasião será na última sexta-feira (27 Fev.) e não no último sábado do mês e que será uma noite especial… (mais info em breve)

sáb. 7 Fev. 19h – Barrio)Álvares (ch/pt) + Veabis&Tubbhead (pt) @ Sessões na Carvoaria #01Zaratan – LISBOA

(Rua de São Bento, 432 / abertura de portas: 16h / entrada: 3 euros)

ZARΛTAN é um artist-run space, um lugar de encontro para o pensamento crítico e experimentação artística interdisciplinar. Embora a sua actividade se inscreva sobretudo na área das artes visuais, a ZARΛTAN desenvolve uma pesquisa mais ampla que se estende e entre-cruza em diferentes níveis do panorama da arte contemporânea.

Em colaboração com a Associação Terapêutica do Ruído, a Zaratan tem vindo a desenvolver uma programação musical regular de concertos experimentais, intervenções sonoras e outros ruídos. Movida pelo desejo de intensificar as relações entre a música e as artes visuais, esta programação tem sido também acompanhada por um projecto específico de edições gráficas em parceria com a 1359, que nesta sessão contará com o artwork da ilustradora Marta Sales.

Barrio)Álvares (Aude Barrio – contrabaixo eléctrico / Bernardo Álvares – contrabaixo)

«Podemos criar paralelismos entre os quatro elementos da natureza e os quatro elementos da música. Assim, o fogo estaria para a melodia, a terra para a tónica, a água para a harmonia e o ar para o ritmo. O magma, sendo uma concentração de todos estes elementos, surge como a melhor metáfora para o drone – fogo, terra, ar e água em movimento lento e devastador.

Barrio)Álvares é um constante exercício de mistura de frequências de contrabaixo e contrabaixo eléctrico num mesmo amplificador e construção de um drone fundido em dissonância. Projecto de futuras ilhas ou montanhas. Não se esperem explosões de detritos mas antes uma conspiração vagarosa debaixo de terra a altas temperaturas.»

Veabis & Tubbhead

«Veabis & Tubbhead são três gajos, seis mãos e um chão. Têm em comum o facto de serem filhos do aborrecimento e vítimas do excesso de ruído trazido pelo pós-milénio. É a ele que auscultam e perscrutam, em busca de fragmentos que são depois (des)ordenados numa maralha de som enevoada, mas aconchegante. Não há um ponto de partida e dificilmente haverá uma chegada, mas há a vontade de descobrir um caminho – mesmo que momentâneo – apenas pelo prazer de cumprir mais uma viagem.»