Esta sexta-feira (27 Mar.) há a apresentação do novo álbum “Arritmia” dos Da Monstra no Bartô, seguido de um dj set dos indescritíveis Kafunfo noSoundsystem acompanhados pelas projecções do misterioso VJ Gif! (mais info em baixo)

Entretanto o músico americano McCloud Zicmuse, que veio a Portugal no ano passado com o seu projecto Le Ton Mité e que está de volta em nome próprio para apresentar o seu último trabalho “The Well-Tuned Iaeniaen” e mostrar no seu Instant Instrument Workshop como se constroem os “iaeniaens”, uma família de instrumentos que criou a partir de lixo, continua a sua Iaeniaen Pin Tour! Durante esta semana estará em residência nas Oficinas do Convento em Montemor-o-Novo, onde fará concerto e workshop na quinta-feira (26  Mar.)! Depois fará também concerto e workshop no Salão Brazil em Coimbra na sexta-feira (27 Mar.) juntamente com os lisboetas Timespine numa co-produção daPrisma e do Jazz ao Centro Clube, na Projectil em Braga no sábado (28 Mar.) e só concerto no Gato Vadio no Porto no domingo (29 Mar.)! (mais info em baixo)

E para terminar o mês (sáb. 28 Mar.) teremos como sempre a residência mensal da ATR no RDA69, que desta feita será em colaboração com o Um ao Molhe, festival itinerante de one-man-bands que a ATR está a apoiar e que contará com actuações dos projectos portugueses de música electrónicaLASERS e Blac Koyote e do cantautor finlandês Herra Mäkikuisma que também esteve entre nós no ano passado e que está de regresso para várias datas incluindo um concerto ao domicílio no domingo (29 Mar.) à tarde no evento Mi Casa Es Su Casa, integrado na 15ena da Juventude do Barreiro e organizado pela associação Hey, Pachuco! (mais info em baixo)

A ATR gostaria de relembrar que continua disponível a mixtape que a ATR e aStress.Fm prepararam para este ruidoso mês e que inclui temas de alguns dos artistas que já passaram ou ainda vão passar por este Março terapêutico! E que também continua disponível a “Kaüzpellaplatz II”, o segundo volume da compilação de homenagem ao terapeuta do ruído João Capela, que junta diversos projectos internacionais e que mais uma vez conta com o artwork deJosé Smith Vargas, de quem pode ser vista até 28 de Março uma exposição de pranchas originais de banda desenhada na Oficina Divagar em Almada! (mais info sobre a compilação em baixo e sobre a exposição aqui)

sexta feira | 27 de Março | 22h

Da Monstra (pt)
Kafunfo noSoundsystem & VJ Gif (dj set)

Apresentação do álbum “Arritmia”
Bartô
Costa do Castelo, 7 – Lisboa
entrada livre!

Da Monstra é um grupo de música experimental que se alicerça na exploração do ruído e da harmonia musical, simples quando assim o pede e ruidoso quando necessário, aliado à projecção de imagem e luzes para maximizar o ambiente que se pretende transmitir.
Neste concerto os Da Monstra propõem a apresentação do seu primeiro álbum“Arritmia”, que acaba de ser editado pela própria banda e que estará disponível em formato cassete pela módica quantia de 5 euros.
“Arritmia” vai ao nosso subconsciente colectivo, mergulhando-nos num universo monstruoso noir de personagens reais-fictícias, do qual somos acordados à chapada sónica.
A festa continua noite fora com dj set dos indescritíveis Kafunfo noSoundsystem acompanhados pelas projecções do misterioso VJ Gif.

quinta feira | 26 de Março | 22h

McCloud Zicmuse (us/be)

Instant Instrument Workshop
Oficinas do Convento
Convento de S. Francisco – Rua Carreira de S. Francisco – Montemor-o-Novo
entrada concerto: contribuições livres
workshop a partir das 17h
informações/inscrições: oc@oficinasdoconvento.com)

sexta feira | 27 de Março | 22h30

McCloud Zicmuse (us/be)
Instant Instrument Workshop
Timespine (pt)

Salão Brazil
Largo do Poço, 3 – 1º – Coimbra
entrada concerto: 5 euros
workshop das 18h30 às 20h30
informações/inscrições: geral.prisma@gmail.com ouservicoeducativo.jacc@gmail.com
telf: 239837078 | telm: 916071691)

sábado | 28 de Março

McCloud Zicmuse (us/be)
Instant Instrument Workshop

Projectil
Travessa da Rua do Caires, 39 – Braga
entrada concerto: contribuições livres
mais info sobre o workshop em breve

domingo | 29 de Março | 18h30

McCloud Zicmuse (us/be)

Gato Vadio
Rua do Rosário, 281 – Porto
entrada: contribuições livres

McCloud ZicmuseApós anos de intensa actividade na cena musical e artística da América do Norte, McCloud Zicmuse perdeu o avião que o deveria levar de volta à sua casa em Olympia (E.U.A.) e foi vivendo entre a França, a Suécia e o Japão até se estabelecer definitivamente na Bélgica.
Conhecido principalmente pelo seu projecto a solo Le Ton Mité, que se estreou em Portugal no ano passado, Zicmuse tem colaborado frequentemente com grupos como os Maher Shalal Hash Baz, os Microphones ou os Tenniscoats. É também fagotista e já foi convidado a tocar com gente como Mt. Eerie, Chris Cohen, Félicia Atkinson, Half-Handed Cloud, Club des Chats, Congotronics vs. Rockers e muitos outros.
Para além da sua carreira musical, Zicmuse realiza workshops (de como construir instrumentos a partir de lixo, de como criar nações temporárias ou de como fazer erros), escreve sobre folclore e co-dirige com Anne Brugni uma pequena galeria, editora, tipografia e hotel em Bruxelas.
Regressa agora ao nosso país para apresentar o seu último registo, intitulado“The Well-Tuned Iaeniaen” em referência à obra “The Well-Tuned Piano” do compositor La Monte Young, editado em cassette pela Shelter Press, no qual explora as possibilidades sónicas dos “iaeniaens”, uma família de instrumentos que criou a partir de lixo.Instant Instrument WorkshopAlém do concerto, este intrépido impovisador, compositor e luthier vem também mostrar-nos como se constroem os “iaeniaens” (e não só) no seu Instant Instrument Workshop. Utilizando materiais reciclados e encontrados no lixo, Zicmuse convida-nos a construir os nossos próprios instrumentos musicais e depois a experimentá-los no Instant Instrument Workshop Ensemble, grupo formado pelos participantes do workshop.
Os “iaeniaens” são construídos intuitivamente com materiais disponíveis, geralmente uma lata ou uma caixa de madeira, um pau, uma corda e um par de parafusos e foram criados por Zicmuse pela simples necessidade de tocar música com recursos limitados: em 2007 quando estava em digressão com o projecto Le Ton Mité, a sua guitarra foi roubada num comboio em França e como não tinha outra solução pegou nas ferramentas, juntou cordas de guitarra usadas e deitou mãos à obra, inventando esta série de instrumentos que passou a utilizar com frequência nos seus vários projectos musicais.

ATR @ RDA XVII
Jantar-Concertosábado | 28 de Março | a partir das 20hHerra Mäkikuisma (fi)
LASERS (pt)
Blac Koyote (pt)RDA69
Regueirão dos Anjos, 69 – Lisboa
entrada livre!
jantar: 3 euros

O Um ao Molhe é o primeiro festival nacional itinerante dedicado a one-man-bands. Com vários artistas e paragens confirmadas, deixou tudo para trás e fez-se à estrada.
Este festival é uma iniciativa do colectivo Antes Cowboy que Toureiro e tem como objectivo promover uma amostra do que de melhor se tem feito ao nível de bandas de um homem só em Portugal e criar um circuito sólido para o crescente número de músicos emergentes.
O festival arrancou no dia 6 de Fevereiro no Funchal, tendo já passado também pelo Porto, Vale de Cambra, Guimarães, Aveiro, Vila Real, Oliveira de Azeméis, Viana do Castelo, Braga e Monção. E a próxima paragem é na residência mensal da Associação Terapêutica do Ruído no RDA69Herra Mäkikuisma é um cantautor finlandês de folk/rock que ainda não é muito velho.
Depois de ter feito parte de várias bandas e projectos musicais, enveredou por outras viagens e hoje em dia toca a solo. As suas canções falam de longas caminhadas solitárias, migalhas da natureza e possíveis cenários para a salvação.
Regressa a Portugal (e ao RDA69) depois da memorável digressão com que nos presenteou no início do ano passado.»«LASERS é o projecto de electrónica/beats do portuense João Lobato, caracterizado pelo uso marcado de micro-sampling, batidas fortes e linhasetéreas de sintetizadores.
João Lobato parece ter sempre a beleza do seu lado. Ouça-se o EP homónimo editado em 2012 pela Bad Panda Records: Lobato pega em samples, linhas de sintetizadores e batidas fragmentadas de dubstep, hip-hop e outros estilos, suavizando-os e fazendo-os deslizar em mantos de electrónica orgânica e luzidia, com melodias afectivas que fazem lembrar Gold Panda, Shigeto ou Toro y Moi (sim, há ali traços de chillwave). É musica de uma serenidade majestosa, muito sensorial e visual – a fotografia analógica é, aliás, um hobbie seu.
Os seus live-sets são uma extensão disso: “O objectivo é envolver o público numa experiência multi-sensorial com vídeos abstractos, com muita cor e movimento que interagem com o que se passa na música”. Depois de 3 anos a viver na Holanda, volta a Portugal em 2013 onde tem vindo a tocar em varias casas e eventos como Casa da Música, Maus Hábitos, Café au Lait, Armazém do Chá, Gare, Village Underground Lisboa, D’Bandada, etc. Ao vivo faz-se acompanhar de visuais dinâmicos que funcionam como feedback da performance musical.»«Blac Koyote é o nome do projecto a solo do português José Alberto Gomes, que surgiu com o intuito de explorar o universo da electrónica e todos os seus envolventes sonoros. Lançou, em 2011, o seu primeiro longa duração homónimo e já colaborou pontualmente com diversos projectos tais como Sensible Soccers e la la la ressonance, contribuindo tambem para a criação de bandas sonoras para cinema e teatro. Em Maio de 2014, depois de dois anos em desenvolvimento, apresentou a sua mais recente criação “Quiet Ensemble” (numa tiragem numerada de apenas 100 cópias). Um disco onde explora o subconsciente da nossa mente, entre ambientes profundos e minimalistas. Ao vivo Blac Koyote transforma-se num colectivo variável que inclui invariavelmente o trabalho de vídeo e uma forte componente multimédia.»

“Kaüzpellaplatz II” é o segundo volume de uma compilação que visa homenagear João Capela, músico, artista, escritor, activista, terapeuta do ruído e amigo que nos deixou em Fevereiro de 2014 e que tocou a alma e o coração de todos os que com ele conviveram (mesmo que apenas em fugazes encontros ocasionais), deixando um vácuo na comunidade musical, artística e activista nacional e internacional.

Depois de um primeiro volume com temas de bandas e músicos portugueses, este segundo volume junta diversos projectos internacionais que em colaboração com aAssociação Terapêutica do Ruído (ATR), promotora musical portuguesa underground à qual João Capela também pertencia, se uniram para honrar a sua memória e angariar fundos de modo a garantir a edição de uma colecção de escritos da sua autoria.

A compilação, cujo artwork é mais uma vez da autoria do José Smith Vargas, está disponível para escuta livre e download pago através do bandcamp da ATR, sendo que todos os fundos garantidos serão canalizados para a edição do livro com os seus textos.