Esta sexta-feira (28 de Outubro) no Damas há concertos do trio checo-austríaco de free-rock Poisonous Frecuencies e do guitarrista e improvisador galegoAlexandre Losada a solo, seguidos de dj set do Primo Kino! (+ info em baixo eaqui)

E para terminar o mês ultraruidoso em grande teremos uma Noite do Bruxedoque além de outras actividades mórbidas incluirá o regresso aos palcos lisboetas dos monstruosos Da Monstra e do nosso indomável Catapulta (e ainda jantar vegano + sons do inferno) na próxima segunda-feira (31 de Outubro) noDisgraça! (+ info em baixo e aqui)

Entretanto já está disponível para venda através d’A Besta a “Chains Split Tape Vol. 2”, cassete que junta os infames dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS aosCardíaco, projecto de exploração sonora deste colectivo/editora bestial! (+ info em baixo)

E continua disponível para escuta a mixtape “um setembro hiperterapêutico + um outubro ultraruidoso” que a ATR e a stress.fm prepararam com temas de alguns dos projectos que passaram por estes dois meses!

28 de Outubro | sexta-feira | 23h

Poisonous Frequencies (cz/at)
Alexandre Losada (es)
Primo Kino (dj set)

Damas
Rua da Voz do Operário, 60 – Lisboa
entrada livre

Os Poisonous Frequencies são uma espécie de power-trio checo-austríaco inesperadamente formado em 2014. Compostos por Federsel, Petr Vrba e Didi Kern, misturam furiosamente rock com noise e improvisação livre.
Federsel é Tomáš Procházka, artista sonoro e performer hiperactivo da Rep. Checa, membro de bandas como B4, Gurun Gurun, Federsel&Mäkelä, Wabi Experience. Federsel é ainda responsável pelo ciclo de concertos Wakushoppu e um dos fundadores da editora Meteorismo e da companhia de teatro Handa Gote.
Petr Vrba é um dos mais activos músicos experimentais de Praga, tocando trompete, clarinete e um sem número de outros instrumentos e objectos. Parte do ensemble IQ+1 e com George Cremashi, fundador da Orquestra de Improvisação de Praga e do Los Amargados Duo. Tem uma extensa galeria de colaborações que inclui músicos como Ryu Hankil, Thomas Lehn, Ava Mendoza ou Michael Zerang. É curador do Školská 28 e dj na Radio 1.
Didi Kern é um baterista austríaco que tem vindo a explorar música improvisada, electrónica e rock em bandas como Bulbul, Fuckhead ou broken.heart.collector e tem vindo a colaborar com músicos como Philipp Quehenberger, Mats Gustafsson, Ken Vandermark, Georg Graewe, Franz Hautzinger, etc.

Alexandre Losada é um músico e improvisador experimental galego que se dedica sobretudo à guitarra. Parte da associação Liceo Mutante e membro dos Urro, um trio de música livre que que tem vindo a colaborar com artistas de outras áreas que partilham a mesma busca experimental. No seu trabalho a solo, Losada foca-se na improvisação livre e nas infinitas possibilidades da guitarra preparada como fonte sonora.

31 de Outubro | segunda-feira | a partir das 19h

Da Monstra (pt)
Catapulta (pt)

Noite do Bruxedo
Disgraça
Rua da Penha de França, 217 – Lisboa
entrada: contribuições livres – mínimo 3 DIYs
jantar vegano + sons do inferno & outras actividades mórbidas

Monstros, criaturas, horrores. Projecções, performances, ruídos. Da Monstra é um monstro experimental de ruídos e harmonias. Projecta filmes e vídeos e dos seus olhos emana luzes enervantes para maximizar ambientes. Acorrentados a si, tem seus servos musicais que por entre fabricações de instrumentos e alienação de outros castigam e apaziguam a audiência. Da Monstra não obedece a padrões nem a regras musicais o que faz de si um rejeitado.

Catapulta é um mecanismo de cerco que utiliza uma espécie de braço para lançar um objecto (pedras e outros) a uma grande distância, evitando assim possíveis obstáculos como muralhas e fossos. Nesta viagem Catapulta apresenta-se com algumas pedaleiras de efeitos, loops e um bouzouki (guitarra tradicional grega). São músicas simples que primam pela repetição e pela camada sonora de vários pequenos instrumentos caseiros, osciladores e voz. O nome Catapulta é derivado do grego καταπάλτης, composto de κατά “abaixo, contra” e πάλλω “vibrare”.

Chains Split Tape – Volume 2

Das ligações que se estabelecem com o advir esquizofrénico de nomes, projectos e ideias no seio do colectivo A Besta, nascem as Chains. Editadas em k7, são splits de 90 minutos, 45 para cada artista/banda/projecto. Acorrentados a uma mesma fita, cada lado representa um álbum independente, mas pressupõe também a ligação futura desses projectos, em concertos e novas criações. Desta cascata férrea e barulhenta, brotarão novos projectos para se encaixarem em novos volumes.

Após o lançamento do primeiro volume, comportando os trabalhos “Linhas” de Verme e “Exobase” de Subasement, surge a perigosa aglomeração de dois distintos sintomas de uma condição idêntica. Um primeiro lado enfermo, “Bursite”, traz às redes d’A Besta os infames dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS. Um segundo lado, onde nada melhor se espera, traz um “Ataque” do improvisado e inconstante grupo dentro do grupo, Cardíaco.