Ao longo deste ano a Associação Terapêutica do Ruído (ATR) e os seus gémeos siameses dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS (dSCi) estarão a comemorar 10 anos de ruído terapêutico, eis o segundo capítulo desta celebração!

Esta quinta-feira (9 de Fevereiro) continua o Versus – Ciclo de Música Antagónica, ciclo mensal com curadoria da ATR e da Zaratan – Arte Contemporânea que nesta segunda sessão terá como antagonistas o polaco Strzał w Kolano com o seu experimentalismo electro-acústico e o português O Gajo com as suas deambulações campaniças (e o artwork de Bruno Caracol)! (+ info em baixo e aqui)

Na próxima semana (sexta-feira |17 de Fevereiro) há o segundo acto da Convenção Internacional do Ruído Terapêutico, residência mensal da ATR no Damas que desta feita contará com uma cimeira bipartida sobre ruído “loopístico” pelo mestre italiano Marco Bernacchia, um dos especialistas que a ATR mais vezes recebeu (como Above the Tree em 2009, 2010 e 2011, como Above the Tree & E-Side em 2012 e como Virtual Forest em 2015) e pelo nosso indomável Catapulta, projecto a solo do terapeuta do ruído Boris Nunes! E ainda com um dj set de Yari, no qual o doutor Jari Marjamäki nos dará uma lição sobre ruído transversal! (+ info em breve e aqui)

Além desta cimeira os dois especialistas (Above the Tree e Catapulta) estarão também nas Oficinas do Convento em Montemor-o-Novo no dia 16 de Fevereiro e no Céu de Vidro nas Caldas da Rainha no dia 18 de Fevereiro (pelas mãos do Grémio Caldense e com os Galgo)! (+ info em breve e aqui e ali)

E até ao fim do mês haverá o lançamento do terceiro volume da Kaüzpellaplatz, compilação de homenagem a João Capela, músico, artista, escritor, activista, terapeuta do ruído e amigo que nos deixou em Fevereiro de 2014. Depois de um primeiro volume com bandas e músicos portugueses e de um segundo volume com bandas e músicos internacionais, este terceiro volume incluirá temas de alguns dos projectos nos quais João Capela participou (como os infames dSCi ou os monstruosos Da Monstra, entre outros) e além da edição digital via bandcamp da ATR, será também editado em cassete. (+ info em breve)

9 de Fevereiro | quinta-feira | 19h

Strzał w Kolano (pl)
vs.
O Gajo (pt)

Versus II
Zaratan
Rua de São Bento, 432 – Lisboa
entrada livre para sócios – quota anual sócio: 3 euros

A Associação Terapêutica do Ruído e a Zaratan – Arte Contemporânea apresentam Versus, um novo ciclo de concertos a acontecer mensalmente na Zaratan.
Seguindo um princípio ecléctico de programação, o pressuposto desta nova aventura musical é juntar projectos diferentes entre si, ou até mesmo opostos, numa mesma sessão. Neste aparente antagonismo procuramos pontos de contacto e/ou de divergência que ilustrem de algum modo a complexidade e diversidade das definições estilísticas da música contemporânea.
Em cada sessão haverá o lançamento de um cartaz em risografia realizado propositadamente para a ocasião. A convite da Zaratan, diferentes artistas recebem o desafio de criar uma imagem de alguma forma ligada ao tema do antagonismo, inspirada também nas sonoridades dos projectos convidados pela ATR a participar neste ciclo.

Strzał w Kolano (literalmente “baleado no joelho”, o que corresponde à expressão “tiro no pé”) é um projecto do músico e realizador polaco Jakub Majchrzak, membro de bandas como Kurws, Przepych ou Norymberga. Apesar de estar musicalmente activo desde 1999, tocando ao vivo, gravando e editando com inúmeros músicos, esta será a sua primeira actuação a solo e consistirá de uma peça para mini-guitarra acústica e samples preparada especialmente para este ciclo, espécie de trabalho em progresso sobre os paradoxos da repetição, impulsionado pelo ódio que devota à actual dependência da música independente às loop-stations.

O Gajo é um viajante e a viola campaniça o seu meio de transporte. Alter-ego do músico João Corrosão, fundador dos Corrosão Caótica, Carbon H e Gazua, entre tantos outros grupos por onde foi passando, O Gajo convida-nos neste seu projecto a solo a vir desembaraçar o emaranhado de notas desta viagem intemporal que passa pela música popular, o fado, a folk e o rock e que desagua numa sonoridade única e transmissível, ou seja, música pessoal do e para o mundo.

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