A hiperactiva Associação Terapêutica do Ruído (ATR) e os seus infames gémeos siameses dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS (dSCi) continuam a celebrar 10 anos de ruído terapêutico ao longo de todo este ano! Eis o programa de festas para o nono e penúltimo capítulo destas comemorações!

Esta sexta-feira (10 de Novembro) há a nona sessão do Versus – Ciclo de Música Antagónica, ciclo mensal com curadoria da ATR e da Zaratan – Arte Contemporânea que nesta sessão terá como antagonistas o belga Beyt Al Tapescom os seus espectros magnéticos e o português A. Trindade com os seus circuitos viscerais e como artista convidado o XOSCX! (+ info em baixo e aqui)

Entretanto o duo checo-italiano Oswaldovi está de regresso a Portugal e AMANHÃ (quarta-feira | 8 de Novembro) actua no Céu de Vidro (Caldas da Rainha) com os terapeutas do ruído (e membros dos infames dSCi) Catapulta e Desmarques em formato b2b, por ocasião do Magusto do Grémio Caldense! (+ info aqui)

E na próxima semana (quinta-feira | 16 de Novembro) os dois terapeutas do ruído Catapulta e Desmarques juntam-se mais uma vez em formato b2b para um concerto no Lounge com o americano Walter Gross, que volta a Lisboa depois de um memorável concerto em Janeiro do ano passado! (+ info em breve e aqui)

De seguida será a vez do cantautor finlandês Herra Mäkikuisma regressar após as passagens pelo nosso país em 2014, 2015 e 2016: entre outras datas tocará no Irreal no dia 20 de Novembro! (+ info em breve e aqui)

Nessa mesma semana (22 de Novembro) os infames dSCi farão a sua primeira DIStapa, jantar semanal que as várias bandas e grupos que ensaiam no Disgraça servem todas as quartas-feiras e que junta tapas veganas a projecções de filmes com o intuito de angariar fundos para a manutenção do espaço! Para a ocasião será também feita a reedição  digital através do bandcamp dos dSCi da cassette “SADITREVNiSAIEHCLOcIMEsSAUd”, originalmente editada pel’A Giant Fern em 2010 e reeditada digitalmente pela Enough Records em 2011! (+ info em breve)

E no dia 24 de Novembro haverá o nono acto da Convenção Internacional do Ruído Terapêutico, residência mensal da ATR no Damas que desta feita incluirá as participações do power-trio francês Totale Eclipse, do brasileiro-portuense O Gringo Sou Eu e do dj Mário Valente! (+ info em breve e aqui)

Versus – Ciclo de Música Antagónica

10 de Novembro | sexta-feira | 19h

Beyt Al Tapes (be) vs. A. Trindade (pt)

Versus IX
Zaratan
Rua de São Bento, 432 – Lisboa
entrada livre para sócios- quota anual sócio: 3 euros

A Associação Terapêutica do Ruído e a Zaratan – Arte Contemporânea apresentam Versus, um ciclo de concertos a acontecer mensalmente na Zaratan.
Seguindo um princípio ecléctico de programação, o pressuposto desta nova aventura musical é juntar projectos diferentes entre si, ou até mesmo opostos, numa mesma sessão. Neste aparente antagonismo procuramos pontos de contacto e/ou de divergência que ilustrem de algum modo a complexidade e diversidade das definições estilísticas da música contemporânea.
Em cada sessão haverá o lançamento de um cartaz em risografia realizado propositadamente para a ocasião. A convite da Zaratan, diferentes artistas recebem o desafio de criar uma imagem de alguma forma ligada ao tema do antagonismo, inspirada também nas sonoridades dos projectos convidados pela ATR a participar neste ciclo.

Beyt Al Tapes, que em árabe significa “a casa das cassettes”, começou por ser uma editora de cassettes e acabou por se transformar num projecto a solo de composições com cassettes em que fantasmas e culturas exóticas convivem com avant-garde, embora aqui o avant-garde seja mais sobre ser-se apanhado num loop poético. Trata-se de fitas magnéticas, altas frequências, sons encontrados, sintetizadores abstractos, poesia vocal rudimentar e conceitos abertos, mas também de jogar xadrez, ficar obcecado com detalhes concretos da realidade e perseguir fenómenos espectrais. Por vezes Beyt Al Tapes enverga lençóis usados para marcar a sua posição, no fundo é apenas um transportador da confusão geral.

A. Trindade actua com instrumentos da sua autoria, modificados por circuit bending. Este processo consiste na procura de novas ligações possíveis nos circuitos de instrumentos eléctricos (brinquedos de criança, rádios ou órgãos), com o intuito de sintonizar a sua voz própria – aquela que se esconde por detrás das opções de som pré-definidas de cada objecto. O resultado é uma amplitude de sons imprevisíveis e viscerais, que Trindade trabalha para formar texturas ásperas e cruas, modeladas através de ecos cavernosos. Este processo é espelhado na produção visual desenvolvida por Trindade com colagens e fotocópias, que igualmente avança em direcção ao cerne da máquina (uma fotocopiadora avariada, herdada de uma sociedade arqueológica) através de sucessivas ampliações dos seus erros e da sua linguagem técnica latente. André Trindade é artista visual e co-fundador da editora de cassettes URUBU, dedicada à música experimental de vários espectros.

XOSCX é um bom rapaz, de trato irrepreensível e cordialidade sem paralelo. Por onde passa, os mais velhos desfraldam-lhe elogios e rebuçados.
A exteriorização dessa vivência e conduta resulta naturalmente na representação de entranhas e visco de animais e vegetais, momentos do nascimento ou renascimento de criaturas subnutridas, portais, iconografia e caracteres extra-terrestres e outras temáticas do género.

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