Para começar este ruidoso ano os infames dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS(dSCi) tocam este sábado (13 de Janeiro) em conjunto com os Cardíaco na primeira sessão do Concêntrico, um novo ciclo de música experimental e improvisada organizado pelo colectivo/editora A Besta e com curadoria de Rui Eduardo Paes que irá decorrer uma vez por mês na Estudantina de São Domingos de Rana e que nesta sessão incluirá também um duo da violoncelista e vocalista Joana Guerra com o baixista André Calvário! (+ info em baixo e aqui)

Na quarta-feira (17 de Janeiro) os infames dSCi estarão a fazer a sua segunda DIStapa, jantar que as várias bandas e grupos que ensaiam no Disgraça servem todas as quartas-feiras e que junta tapas veganas a projecções de filmes com o intuito de angariar fundos para a manutenção do espaço! Nesta sessão será “KUSO”, filme do músico norte-americano Steven Ellison, mais conhecido como Flying Lotus! (+ info em baixo e aqui)

E até ao fim do mês (em data e local a anunciar) haverá o lançamento de um novo single dos infames dSCi numa edição ultra-limitada em vinil com capas originais de 33 artistas! (+ info em breve)

13 de Janeiro | sábado | 21h30

dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS & Cardíaco (pt)
André Calvário & Joana Guerra (pt)

Concêntrico #1
Estudantina de São Domingos de Rana
Rua Dom Pedro de Mascarenhas, 267 – São Domingos de Rana
entrada: 5 euros

O Concêntrico é um ciclo (ou “círculo”, mais exactamente) de música experimental e improvisada que irá decorrer uma vez por mês, em forma de double bill, ao longo do ano de 2018 e tendo como base o espaço renovado da Estudantina de São Domingos Rana, no concelho de Cascais. O propósito é juntar os músicos e os grupos do colectivo A Besta com uma série de convidados, em combinações inéditas. Nas duas partes de cada sessão estarão sempre parcerias entre dois músicos e entre duas bandas (ou mais, quando os projectos forem individuais) a tocarem em conjunto. O nome Concêntrico deriva da disposição espacial dos set-ups, com os ditos músicos a actuarem em círculo e o público disposto à volta deles. Todas as performances serão documentadas em vídeo e colocadas online, com duas câmaras giratórias colocadas no centro do círculo.
A primeira sessão terá início com a associação num mesmo ensemble das bandas Cardíaco (A Besta) e dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS (Associação Terapêutica do Ruído), assim transportando para outro nível a velha cumplicidade que se tem estabelecido entre ambas: as duas formações já partilharam os mesmos palcos, mas nunca se tinha proporcionado este tipo de colaboração. Depois de intervalo, será a vez de ouvir e ver o duo da violoncelista e vocalista Joana Guerra (“Cavalos Vapor”, dupla com Gil Dionísio, Companhia João Garcia Miguel) e do baixista André Calvário (Signs of the Silhouette, Projéctil, Cardíaco).

“KUSO” (2017 – 94 mins.) é descrito por muitos como o filme mais nojento de sempre. Descreve uma sucessão de acontecimentos entre várias personagens que são os sobreviventes mutantes depois de um terramoto. Este filme demonstra não só a criatividade e imaginação do realizador mas também o seu lado humorístico. Uma verdadeira alucinação.
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A hiperactiva Associação Terapêutica do Ruído (ATR) e os seus infames gémeos siameses dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS (dSCi) estiveram a celebrar 10 anos de ruído terapêutico em 2017 e gostariam de agradecer mais uma vez a todos os músicos, espaços, promotores, editoras, colectivos, divulgadores e todas as outras pessoas que colaboraram de alguma maneira nestas comemorações (e que nos têm apoiado ao longo destes anos), sem os quais nada disto seria possível!

Do lado da hiperactiva ATR foi um ano repleto de acontecimentos terapêuticos: além da Convenção Internacional do Ruído Terapêutico, residência mensal em 10 actos da ATR no Damas que incluiu conferências, cimeiras, colóquios, palestras, prelecções, dissertações e lições sobre diversos tipos de ruído por inúmeros especialistas vindos de todo o mundo; houve também o Versus – Ciclo de Música Antagónica, ciclo mensal em 10 sessões com curadoria da ATR e da Zaratan que contou com as ruidosas participações dos mais variados antagonistas musicais e artistas visuais! E em Agosto houve mais uma edição do Festival Múltiplo, evento anual de identidades plurais e referências cruzadas organizado pela ATR e pela Zaratan em conjunto com outros colectivos! Isto sem falar de todos os músicos e bandas que tivemos o prazer de receber em 2017 em parceria com espaços como o Lounge e o Disgraça ou em colaboração directa ou indirecta, não só com entidades com as quais temos tido o privilégio de trabalhar ao longo destes anos como A Besta, a Dedos Biónicos, a Experimentáculo, o Grémio Caldense, as Oficinas do Convento, a Projéctil e a Sonoscopia, mas também com outras com quem começámos a colaborar este ano como a A9A Válvula, o Banco, o Irreal, a Filho Sarilho, a Nariz Entupido e o Panóplias! E não poderíamos deixar de mencionar a Tuktuk Tour, digressão ibérica que os intrépidos Parpar fizeram em Outubro e que contou com o apoio da ATR! E também de destacar a edição da “Kaüzpellaplatz III”, terceiro volume da compilação de homenagem a João Capela, músico, artista, escritor, activista, terapeuta do ruído e amigo que nos deixou em 2014, que foi lançada em Fevereiro em cassete e em versão digital via bandcamp da ATR, através do qual foram reeditados digitalmente durante este ano vários discos que tiveram a colaboração da ATR como o “Anarquia à Conta do Papá” do Gee Bees, o “Arritmia” dos Da Monstra, a discografia completa dos Lemur e o  “Bear With Me” (juntamente com o novo single “Telhado”) do Zé Trigueiros!

Do lado dos infames dSCi foi um ano de retoma, impulsionada também pela entrada do novo membro Diogo Marques no final de 2016! O ano começou com um concerto na À da Maxada em Setúbal (por ocasião do Espaço, um encontro de artes e técnicas que decorreu neste espaço autónomo em Janeiro), onde partilharam o palco com os ignóbeis Desflorestação, com quem viriam a fazer a KsChNpSk Tour, digressão que passou por Portugal, Espanha, França e Suíça em Setembro/Outubro e que incluiu actuações no Aïnu Fest (Montaigu), no Tours de Bars (Tours), no Gaffer Fest (Lyon) e na Feira Anarquista do Livro(Lisboa), entre tantos outros sítios! E terminou em Dezembro com uma prelecção sobre ruído terapêutico no décimo e último acto da já mencionada Convenção Internacional do Ruído Terapêutico no Damas (que contou também com uma palestra sobre ruído bestial pelos famigerados Cardíaco)! Pelo meio houve um inesquecível concerto de 10º aniversário com os amigos Daikiri e Tarabush (aka Gipsy Rufina) no Jardim da Estrela em Maio e a participação em diversos festivais como o Cidade PréOcupada (Montemor-o-Novo), o The Perro Perdedor Perdiguero Sound Fest (Don Benito) ou o já referido Festival Múltiplo, onde tocaram como dOISsEMIcIRCUITOSiNVERTIDOS, aproveitando a ocasião para reeditar toda a discografia deste seu projecto paralelo de improvisação electro-acústica via bandcamp dos dSCi, através do qual foram feitas também as reedições digitais da cassete “SADITREVNiSAIEHCLOcIMEsSAUd”, originalmente lançada pel’A Giant Fern em 2010 (e reeditada digitalmente pela Enough Records em 2011) e dos temas “Vaivém” (da split tape “dSCi/Cangarra”, originalmente lançada em cassete pel’A Giant Fern em 2013) e “Bursite” (da “Chains Split Tape Vol. 2”  originalmente editada em 2016 pel’A Besta em parceria com a ATR)! Além disso os dSCi colaboraram em várias compilações como a já destacada “Kaüzpellaplatz III”, a “Punk Comix” (que saiu com o split-book “Corta-e-Cola: Discos e Histórias do Punk em Portugal (1978-1998) / Punk Comix: Banda Desenhada e Punk em Portugal” de Afonso Cortez e de Marcos Farrajota, editado pela Chili Com Carne e pela Thisco com o apoio da Zerowork Recordsem Junho) e a “Trash n’ Tantrum” (compilação mundial de circuit-bending lançada pel’A New Hai em Agosto)!

Por último queríamos fazer referência às actividades paralelas dos terapeutas do ruído (e membros dos infames dSCi) Boris (aka Catapulta) e Desmarques, que durante este ano continuaram a desmultiplicar-se em diversos eventos, não só a solo, mas também em improvisações com outros músicos como o misterioso Linus Vandewolken ou em duo como sucedeu nas Terças de Poesia Clandestina, no IV Museum Festum, no Magusto do Grémio Caldense, no Lounge e no Saturday Night OD! E entretanto Boris desdobrou-se também em novos projectos a solo: além de Catapulta (aka Catapultz), tivemos Boris dos Bosques e ainda Kid, que lançou o álbum “20min” pela nova editora Partículaem Junho!

Em 2018 a ATR irá abrandar um pouco as suas hiperactividades terapêuticas para se concentrar mais nos dSCi, que vão dar início a este ruidoso ano no dia 13 de Janeiro com um concerto em conjunto com os Cardíaco na primeira sessão do Concêntrico, um novo ciclo de música experimental e improvisada organizado pelo colectivo/editora A Besta com curadoria de Rui Eduardo Paesque irá decorrer uma vez por mês na Estudantina de São Domingos de Rana! E na semana seguinte (17 de Janeiro) os infames dSCi estarão a fazer a sua segunda DIStapa, jantar que as várias bandas e grupos que ensaiam no Disgraça servem todas as quartas-feiras e que junta tapas veganas a projecções de filmes com o intuito de angariar fundos para a manutenção do espaço! E brevemente serão também anunciadas novas edições dos dSCi! (+ info em breve e aqui e ali)

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A hiperactiva Associação Terapêutica do Ruído (ATR) e os seus infames gémeos siameses dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS (dSCi) estiveram a celebrar 10 anos de ruído terapêutico ao longo de todo este ano, assim termina o décimo e último capítulo destas comemorações!

Este sábado (23 de Dezembro) há o décimo e último acto da Convenção Internacional do Ruído Terapêutico, residência mensal da ATR no Damas que desta feita incluirá uma prelecção sobre ruído terapêutico pelos infames dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS, uma palestra sobre ruído bestial pelos famigerados Cardíaco e uma conferência bipartida sobre ruído activista pelos peritos unDJ MMMNNNRRRG e Dj Vaipes! Para a ocasião será feita a reedição digital através do bandcamp dos dSCi do tema “Bursite”, o lado A da “Chains Split Tape Vol. 2”, cassete que juntou os dSCi aos Cardíaco e que foi editada no ano passado em versão analógica e digital pel’A Besta! (+ info em baixo e aqui)

E entretanto os dSCi tiveram que adiar para Janeiro a sua segunda DIStapa, jantar semanal que as várias bandas e grupos que ensaiam no Disgraça servem todas as quartas-feiras e que junta tapas veganas a projecções de filmes com o intuito de angariar fundos para a manutenção do espaço! (+ info em breve)

Convenção Internacional do Ruído Terapêutico #10

23 de Dezembro | sábado | 23h

dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS (pt)
Cardíaco (pt)

unDJ MMMNNNRRRG
+
Dj Vaipes (dj set)

Damas
Rua da Voz do Operário, 60 – Lisboa
entrada livre

No cada vez mais fértil panorama das promotoras e demais agentes de disseminação cultural fundamentadas na crença e na verdade, é absolutamente obrigatório destacar o pioneirismo bravo do trabalho incansável desta Associação Terapêutica do Ruído contra todas as intempéries. Entidade gémea dos dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS que tem vindo a a inflamar o tecido cultural deste país com inúmeros concertos e actividades espalhados por todos os locais de interesse neste país, num exemplo de bravura ainda longe de estar devidamente cartografado, mas merecedor do maior respeito e admiração.

No ano em que celebram uma década de actividade, num exemplo quase único de resistência e visão por estes lados, esta cooperativa de meliantes e agitadores fundamentada num princípio comunal de honestidade e coração celebram esse mesmo feito com a Convenção Internacional do Ruído Terapêutico. Nova residência da ATR nesta casa que sempre os acolheu e que se vai estender ao longo deste ano em 10 aparições alinhadas com o espírito inconformista e a vontade que sempre guiou os seus instintos.

dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS
A encerrar esta celebração de uma década de actividade da ATR, nada poderia fazer mais sentido do que a presença da raíz de todos os males e entidade siamesa dessa mesma, também ela a bater uma década de militância, intransigência e exploração em torno da ética DIY. Com uma actividade imparável em torno dos campos menos previsíveis do rock mais bastardo – em congeminação com o free, o punk ou o noise – têm acumulado experiência e saber através de inúmeras digressões europeias, lançamentos em diversos formatos, aparições nos formatos e sítios mais inusitados e uma infindável vontade em criar e fazer acontecer.

Cardíaco
Parte do colectivo A BESTA, que muito tem feito por agitar as águas, Cardíaco é a elevação brava de um rugido psicadélico que assume a impermanência alucinatória como um fim em si mesmo. A eterna exploração contemplada do rock numa barragem de guitarras encharcadas em efeitos – delay, flanger, distorção -, riffs de baixo impositivos e ritmos deambulantes, guiada pelos mesmos instintos primordiais de outros comparsas psiconautas de outrora e de agora como GNOD, Bong, Circle ou Yume Bitsu.

unDJ MMMNNNRRRG
Tomando o prefixo ‘un’ antes de DJ como manifesto de intenções, Marcos Farrajota – mentor da Chilli Com Carne, da MMMNNNRRRG e figura imponente da BD, das fanzines e da edição de autor – tem sido, ainda assim, algo requisitado para tomar conta do sistema de som de locais com vistas largas. Com um conhecimento transversal e fascínio pelas sonoridades mais estrepitosas e obscuras, é capaz de pôr a funcionar na pista as coisas mais impensáveis.

Dj Vaipes
A deambular pelos mais variados locais desde 1996, Dj Vaipes é o alter ego de Tiago Gomes – poeta boémio e mentor da saudosa ‘Bíblia’ entre muitas outras coisas – quando este se predispõe a espalhar encanto na pista em coordenadas soul, funk, blues e rock, sem desdenhar alguma electrónica com pulso e nervo.

textos: Bruno Silva
artwork: José Smith Vargas

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A hiperactiva Associação Terapêutica do Ruído (ATR) e os seus infames gémeos siameses dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS (dSCi) estiveram a celebrar 10 anos de ruído terapêutico ao longo de todo este ano, eis o programa de festas para o décimo e último capítulo destas comemorações!

Este sábado (9 de Dezembro) o terapeuta do ruído (e membro dos infames dSCi) Boris dos Bosques regressa ao concertos na Galeria Suspensa aka Pequena Notável, novo espaço cultural em Lisboa! (+ info aqui)

E nessa mesma noite (sábado | 9 de Dezembro) mas mais tarde, Boristranforma-se em Catapulta e junta-se mais uma vez ao terapeuta do ruído (e membro dos infames dSCi) Desmarques para participarem em formato b2b no Satuday Night OD, evento que decorrerá no Fontória e que contará também com actuações do novíssimo trio lisboeta 3I3O e do colectivo holandês FCKN BSTRDS e com dj set dos DJ’s ‘r’ Us! (+ info aqui)

Na próxima semana (quarta-feira | 13 de Dezembro) no Lounge haverá as estreias de duas duplas de música electrónica de França, os Lovataraxx com a sua dark/coldwave hipnótica e dançável e os Traînée com a sua new wave analógica e minimal, seguidas de dj set de Mário Valente! (+ info em breve e aqui)

E nessa mesma noite (quarta-feira | 13 de Dezembro) mas em Paris, os míticos Focolitus estarão a tocar com os incendiários Putan Club no Petit Bain para a festa de estreia do filme “A Fábrica de Nada” em França! (+ info aqui)

No dia 15 de Dezembro haverá a conclusão do Versus – Ciclo de Música Antagónica, ciclo mensal com curadoria da ATR e da Zaratan – Arte Contemporânea que nesta décima e última sessão terá como antagonistas Gil Delindro com as suas experimentações sonoras, Humberto com as suas canções experimentais e Mário Trovador com os seus experientes cânticos! (+ info em breve e aqui)

E na semana seguinte (sábado | 23 de Dezembro) haverá o décimo e último acto da Convenção Internacional do Ruído Terapêutico, residência mensal da ATR no Damas que desta feita incluirá uma prelecção sobre ruído terapêutico pelos infames dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS, uma palestra sobre ruído bestial pelos famigerados Cardíaco e uma conferência bipartida sobre ruído antagonista pelos peritos unDJ MMMNNNRRRG e Dj Vaipes! Para a ocasião será feita a reedição digital através do bandcamp dos dSCi do tema “Bursite”, o lado A da “Chains Split Tape Vol. 2”, cassete que juntou os dSCi aos Cardíaco e que foi editada no ano passado em versão analógica e digital pel’A Besta! (+ info em breve e aqui)

Entretanto os infames dSCi farão (em data ainda por definir) a sua segunda DIStapa, jantar semanal que as várias bandas e grupos que ensaiam no Disgraça servem todas as quartas-feiras e que junta tapas veganas a projecções de filmes com o intuito de angariar fundos para a manutenção do espaço! E já está disponível através do bandcamp dos dSCi a reedição digital da cassette “SADITREVNiSAIEHCLOcIMEsSAUd”, originalmente editada pel’A Giant Fernem 2010 e reeditada digitalmente pela Enough Records em 2011!

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A hiperactiva Associação Terapêutica do Ruído (ATR) e os seus infames gémeos siameses dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS (dSCi) continuam a celebrar 10 anos de ruído terapêutico ao longo de todo este ano, eis como termina o nono e penúltimo capítulo destas comemorações!

Esta sexta-feira (24 de Novembro) há o nono acto da Convenção Internacional do Ruído Terapêutico, residência mensal da ATR no Damas que desta feita incluirá uma conferência sobre ruído independente pelo one-man-band Sheik Anorak (projecto principal do especialista francês Frank Garcia que vem a Lisboa pela quinta vez depois de duas inesquecíveis actuações a solo em 2015 e dos concertos com os -1 em 2016 e com os Neige Morte no início deste ano), um colóquio sobre ruído transatlântico pelo professor brasileiro-portuense O Gringo Sou Eu e uma dissertação sobre ruído transcendente pelo doutor Mário Valente! (+ info baixo e aqui)

Entretanto AMANHÃ (quarta-feira | 22 de Novembro) os infames dSCi vão estar a fazer a sua primeira DIStapa, jantar semanal que as várias bandas e grupos que ensaiam no Disgraça servem todas as quartas-feiras e que junta tapas veganas a projecções de filmes com o intuito de angariar fundos para a manutenção do espaço! Nesta sessão o filme será “Instrument”, documentário de Jem Cohen sobre/com os Fugazi e para a ocasião será também feita a reedição digital através do bandcamp dos dSCi da cassette “SADITREVNiSAIEHCLOcIMEsSAUd”, originalmente editada pel’A Giant Fernem 2010 e reeditada digitalmente pela Enough Records em 2011! (+ info em baixo e aqui)

“Instrument” (1999/2001 – 115 mins.) é o resultado da colaboração entre o realizador Jem Cohen e os Fugazi, filmado entre 1987 e 1997 em vários suportes e em diversas situações é muito mais do que o típico documentário sobre uma banda, é antes um autêntico documento musical que retrata 10 anos de trabalho e suor deste mítico grupo de Washington D.C., que apesar de estar inactivo desde 2003 continua a ser uma influência de como fazer música sincera num mundo repleto de falsidades.
Convenção Internacional do Ruído Terapêutico #9

24 de Novembro | sexta-feira | 23h

Sheik Anorak (fr)
O Gringo Sou Eu (br/pt)
Mário Valente (dj set)

Damas
Rua da Voz do Operário, 60 – Lisboa
entrada livre

No cada vez mais fértil panorama das promotoras e demais agentes de disseminação cultural fundamentadas na crença e na verdade, é absolutamente obrigatório destacar o pioneirismo bravo do trabalho incansável desta Associação Terapêutica do Ruído contra todas as intempéries. Entidade gémea dos dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS que tem vindo a a inflamar o tecido cultural deste país com inúmeros concertos e actividades espalhados por todos os locais de interesse neste país, num exemplo de bravura ainda longe de estar devidamente cartografado, mas merecedor do maior respeito e admiração.

No ano em que celebram uma década de actividade, num exemplo quase único de resistência e visão por estes lados, esta cooperativa de meliantes e agitadores fundamentada num princípio comunal de honestidade e coração celebram esse mesmo feito com a Convenção Internacional do Ruído Terapêutico. Nova residência da ATR nesta casa que sempre os acolheu e que se vai estender ao longo deste ano em 10 aparições alinhadas com o espírito inconformista e a vontade que sempre guiou os seus instintos.

Sheik Anorak
Figura nómada com incontáveis horas passadas pelos não-lugares físicos e mentais que atravessam mais de 500 concertos por entre a solidão, projectos como Neige Morte, Totale Eclipse, SoCRaTeS e um trio selvagem com o saxofonista Mario Rechtern e o fundamental baterista Weasel Walter, Frank Garcia tem em Sheik Anorak a sua forma de expressão mais duradoura e pessoal. Projecto em exploração contínua, que após baforadas noise recorta desse estrilho um traçado harmónico que tem vindo a ser continuamente redesenhado desde o exemplificativo ‘Day 01’. Emitidas pela sua Gaffer Records – Mats Gustafsson, Jazkamer, MoHa!, etc – as transmissões de Sheik Anorak reagem ao sonambulismo indie rock às custas de uma energia vital que vem dos tempos da Dischord dos 90’s, do ruído catártico de ‘Daydream Nation’ ou de quando os …And You Will Know Us by the Trail of Dead eram das coisas mais excitantes a acontecer.

O Gringo Sou Eu
Nascido da simplicidade e crueza das formas mais puras, O Gringo Sou Eu reflecte de forma crua e afiada as preocupações sociais, políticas e humanas do seu mentor – Frankão – numa música comunitária que une a realidade das favelas do Rio de Janeiro aos bairros sociais portugueses. Assente em batidas simples mas infecciosas, Frankão vai discorrendo uma lírica tão incisiva quanto humorada, numa música pejada de samples descarnados e reais, pejados de histórias, deste e do outro lado do Atlântico.

Mário Valente
Pessoa incontornável nos desígnios culturais desta cidade, Mário Valente amealha anos e anos de conhecimento, paixão e actividade quer enquanto programador do Lounge – não só, mas de forma mais visível – quer enquanto DJ. É daqueles cujo conhecimento se podia dizer absoluto, não fosse o próprio incansável numa procura infinita, que tem na música e no cinema um campo de acção particularmente dialogante. De uma forma ou de outra, qualquer pessoa com o mínimo de interesse já se deve ter deparado com ele, pelo que se torna meio desnecessário tentar descortinar aquilo que vai passar pelos pratos nesta noite – disco? bandas sonoras? electro? funk?

textos: Bruno Silva
artwork: José Smith Vargas

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