A hiperactiva Associação Terapêutica do Ruído (ATR) e os seus infames gémeos siameses dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS (dSCi) estão a comemorar 10 anos de ruído terapêutico ao longo de todo este ano, mas é em Maio que cumprem oficialmente o seu aniversário!

Esta sexta-feira (19 de Maio) há a quinta sessão do Versus – Ciclo de Música Antagónica, ciclo mensal com curadoria da ATR e da Zaratan – Arte Contemporânea que terá como antagonistas o inglês Kiran Leonard com as suas composições acusticamente desordenadas e o catalão Odd Labu com as suas descomposições electronicamente ordenadas e como artista convidada a Hetamoé! (+ info em baixo e aqui)

Na próxima semana (quinta-feira | 25 de Maio) os infames dSCi regressam ao Jardim da Estrela para festejarem o 10º aniversário do seu primeiro concerto e com eles trazem o power-noise-duo francês Daikiri, que volta a Portugal depois das explosivas passagens em 2013 e em 2016 e o one-man-noise-band Tarabush, o misterioso projecto paralelo de Gipsy Rufina, cantautor italiano que tem vindo frequentemente ao nosso país nos últimos anos! (+ info em breve e aqui)

E para terminar o mês (terça-feira | 30 de Maio) o nosso indomável Catapulta junta-se mais uma vez ao nosso inefável Desmarques (ambos terapeutas do ruído e membros dos infames dSCi) para participarem nas Terças de Poesia Clandestina, evento quinzenal que junta poesia, música, performance e debate e que acontece no Titanic Sur Mer! (+ info em breve)

Entretanto já está disponível para download gratuito através do bandcamp da ATR a reedição digital da discografia completa dos Lemur (que já tinha sido editada digitalmente em 2013 pela Enough Records e em formato físico em 2014 numa colaboração entre a banda, a ATR e a Miranada)!

E também continua disponível para escuta a mixtape “10 anos de ATR & dSCi (capítulo V)” que a ATR e a stress.fm prepararam com temas de alguns dos projectos que já passaram ou ainda vão passar por este terapêutico e ruidoso mês!

19 de Maio | sexta-feira | 19h

Kiran Leonard (uk)
vs.
Odd Labu (es)

Versus V
Zaratan
Rua de São Bento, 432 – Lisboa
entrada livre para sócios – quota anual sócio: 3 euros

A Associação Terapêutica do Ruído e a Zaratan – Arte Contemporânea apresentam Versus, um ciclo de concertos a acontecer mensalmente na Zaratan.
Seguindo um princípio ecléctico de programação, o pressuposto desta nova aventura musical é juntar projectos diferentes entre si, ou até mesmo opostos, numa mesma sessão. Neste aparente antagonismo procuramos pontos de contacto e/ou de divergência que ilustrem de algum modo a complexidade e diversidade das definições estilísticas da música contemporânea.
Em cada sessão haverá o lançamento de um cartaz em risografia realizado propositadamente para a ocasião. A convite da Zaratan, diferentes artistas recebem o desafio de criar uma imagem de alguma forma ligada ao tema do antagonismo, inspirada também nas sonoridades dos projectos convidados pela ATR a participar neste ciclo.
Nesta quinta sessão os antagonistas são o inglês Kiran Leonard com as suas composições acusticamente desordenadas e o catalão Odd Labu com as suas descomposições electronicamente ordenadas. E a artista convidada é a Hetamoé.

Kiran Leonard é um jovem, mas experiente músico inglês recém-chegado a Lisboa que toca canções semi-improvisadas com a única guitarra que conseguiu trazer na sua mala, uma pequena guitarra acústica de braço desaparafusável da qual vão saindo, por entre ruídos e notas aparentemente sem ordem, melodias tristes e desesperadas que acompanhadas pela sua singular voz vão dando origem a surpreendentes canções, algumas previamente compostas, outras roubadas a fantasmas que não se podem defender.

Odd Labu é um dos alter egos de Andreu Garcia Serra, músico catalão a residir actualmente em Lisboa. Depois da actuação em Novembro passado como Ubaldo, o seu alter ego principal, com o qual nos veio apresentar o próximo álbum “La pèrdua de l’estat”, prestes a ser editado pela sua Boira Discos, Andreu regressa à Zaratan para nos mostrar a sua face mais sombria, oculta por trás de uma máscara: violência, confrontação, gritos na cara, ruídos electrónicos, baixas frequências e uma sensação contínua de imprevisibilidade.

Ana Matilde Sousa (1984), aka Hetamoé, é uma artista visual de Lisboa e weeaboo com interesse por todas as coisas fofinhas e DIY. Trabalha em variados media incluindo pintura, desenho, banda desenhada, fotografia e vídeo, frequentando actualmente o doutoramento em Pintura na FBAUL. É membro fundadora do selo de zines Clube do Inferno, sob o qual auto-publica trabalhos seus e colabora com projectos nacionais e internacionais. Recentemente, contribuiu para antologias de banda desenhada da série QCDA da editora Chili Com Carne, š! da editora báltica kuš! e publicou Spookytongue com as Ediciones Valientes. Participa regularmente em exposições e realiza investigação sobre arte contemporânea e cultura popular japonesas. A sua posse mais preciosa é uma dakimakura.

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A hiperactiva Associação Terapêutica do Ruído (ATR) e os seus infames gémeos siameses dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS (dSCi) estão a comemorar 10 anos de ruído terapêutico ao longo de todo este ano, mas é em Maio que cumprem oficialmente o seu aniversário!

Este sábado (13 Maio) há o quinto acto da Convenção Internacional do Ruído Terapêutico, residência mensal da ATR no Damas que desta feita incluirá uma conferência sobre ruído milionário pelos mestres chileno-espanhóis Familea Miranda (primeira banda internacional que a ATR recebeu em 2008 e que voltou em 2010 e depois em 2011 para participar na segunda edição do Festival Terapêutico do Ruído), uma palestra sobre ruído catafórico pelos Lemur (que regressam mais uma vez ao activo depois de uma longa hibernação da qual despertaram fugazmente em 2013 e em 2014) e ainda um colóquio sobre ruído intercontinental pelos professores Ayala & Jahwize (selectas do extinto colectivo Riddim Culture Sound)! Para a ocasião será reeditada digitalmente através do bandcamp da ATR a discografia completa dos Lemur, dando continuação a uma série de reedições de discos que tiveram a colaboração da ATR! (+ info em baixo e aqui)

E no dia anterior (sexta-feira | 12 de Maio) os Lemur deslocam-se também a Santarém para tocar na A9, nova associação DIY desta cidade, bem acompanhados pelo nosso indomável Catapulta e pelo duo de punk escalabitano CriançasAoPoder! (+ info em baixo e aqui)

Na próxima semana (sexta-feira | 19 de Maio) haverá a quinta sessão do Versus – Ciclo de Música Antagónica, ciclo mensal com curadoria da ATR e da Zaratan – Arte Contemporânea que terá como antagonistas o inglês Kiran Leonard com as suas composições acusticamente desordenadas e o catalão Odd Labu com as suas descomposições electronicamente ordenadas! (+ info em breve)

Na semana seguinte (quinta-feira | 25 de Maio) os infames dSCi regressam ao Jardim da Estrela para festejarem o 10º aniversário do seu primeiro concerto e com eles trazem o power-noise-duo francês Daikiri, que volta a Portugal depois das explosivas passagens em 2013 e em 2016 e o one-man-noise-band Tarabush, o misterioso projecto paralelo de Gipsy Rufina, cantautor italiano que tem vindo frequentemente ao nosso país nos últimos anos! (+ info em breve)

E para terminar o mês (terça-feira | 30 de Maio) o nosso indomável Catapulta junta-se mais uma vez ao nosso inefável Desmarques (ambos terapeutas do ruído e membros dos infames dSCi) para participarem nas Terças de Poesia Clandestina, evento quinzenal que junta poesia, música, performance e debate e que acontece no Titanic Sur Mer! (+ info em breve)

12 de Maio | sexta-feira | 23h

Lemur (pt)
Catapulta (pt)
CriançasAoPoder (pt)

A9
Travessa do Montalvo, 9 – Santarém
entrada: 3eu associados – 4eu n/associados
jantar vegano a partir das 21h

Convenção Internacional do Ruído Terapêutico #5

13 de Maio | sábado | 23h

Familea Miranda (cl/es)
Lemur (pt)
Ayala & Jahwize (dj set)

Damas
Rua da Voz do Operário, 60 – Lisboa
entrada livre

No cada vez mais fértil panorama das promotoras e demais agentes de disseminação cultural fundamentadas na crença e na verdade, é absolutamente obrigatório destacar o pioneirismo bravo do trabalho incansável desta Associação Terapêutica do Ruído contra todas as intempéries. Entidade gémea dos dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS que tem vindo a a inflamar o tecido cultural deste país com inúmeros concertos e actividades espalhados por todos os locais de interesse neste país, num exemplo de bravura ainda longe de estar devidamente cartografado, mas merecedor do maior respeito e admiração.

No ano em que celebram uma década de actividade, num exemplo quase único de resistência e visão por estes lados, esta cooperativa de meliantes e agitadores fundamentada num princípio comunal de honestidade e coração celebram esse mesmo feito com a Convenção Internacional do Ruído Terapêutico. Nova residência da ATR nesta casa que sempre os acolheu e que se vai estender ao longo deste ano em 10 aparições alinhadas com o espírito inconformista e a vontade que sempre guiou os seus instintos.

Familea Miranda
Exemplo louvável de resistência e vontade, os Familea Miranda surgem como uma espécie de alma gémea dos dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS por toda uma perseverança e ética de trabalho em comum. Nome mais do que óbvio para assinalar o mês em que são celebrados os 10 anos de actividade da Associação Terapêutica do Ruído, este power-trio com origem no Chile e entretanto sediado em Barcelona regressa a Portugal com incontáveis tours pela Europa e América do Sul e 18 anos de militância nas franjas do rock menos alinhado e mais sincero. Partindo das dinâmicas do pós-hardcore dão corpo a feras de ritmos esquivos e guitarras cortantes, de onde se libertam estalos de voz como que a incitar ao headbanging comunal.

Lemur 
Banda com actividade imparável entre 2003 e 2006, foram um caso mutante por dentro dos confins de um “rock furiosamente instrumental”, libertando-se das amarras iniciais do pós-rock para irem palmilhando um trajecto cada vez mais livre e indefinível a deixar pistas sempre prementes para um hipotético futuro. Desde então têm estado num hiato que foi apenas interrompido em 2013 aquando da celebração do seu primeiro concerto e e em 2014 para a reedição da sua breve discografia numa parceria entre a ATR, a Enough Records e a Miranada (a editora dos Familea Miranda), mas num mês de especial relevância em todo este caminho, reaparecem no Damas para um concerto que mais do que um regresso é uma celebração. Nas palavras de Chuck Norris: “Let’s see how tough you really are”.

Ayala & Jahwize
Membros da crew do Riddim Culture Sound, cuja actividade ao longo de mais de 10 anos foi fulcral na disseminação da Diáspora jamaicana naquilo que esta tem de mais consciente e comunitário, Ayala e Jahwize fecham a noite com a sua “música quente para gente consciente”. Ou seja, conhecimento de causa das histórias, mensagens e revelações da música jamaicana em coordenadas roots, reggae e dub escolhidas a dedo.

textos: Bruno Silva
artwork: José Smith Vargas

Entretanto já está disponível para escuta a mixtape “10 anos de ATR & dSCi (capítulo V)” que a ATR e a stress.fm prepararam com temas de alguns dos projectos que já passaram ou ainda vão passar por este terapêutico e ruidoso mês! E também continua disponível o novo single do terapeuta do ruído e membro dos infames dSCi Zé Trigueiros, intitulado “Telhado”!
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A hiperactiva Associação Terapêutica do Ruído (ATR) e os seus infames gémeos siameses dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS (dSCi) estão a comemorar 10 anos de ruído terapêutico ao longo de todo este ano, mas é em Maio que cumprem oficialmente o seu aniversário que será mais uma vez celebrado com muito ruído!

Este domingo (7 de Maio) a ATR regressa ao Disgraça para uma matiné bem ruidosa com a estreia dos Ukryte Zalety Systemu e dos Przepych, duas bandas polacas oriundas da fértil cena underground de Wrocław e com o primeiro encontro a sós da dupla de improvisadores portugueses Vasco Furtado & Luis Lopes! (+ info em baixo e aqui)

E no dia anterior (sábado | 6 de Maio) a ATR estará no Lounge para a festa O Lounge faz 18 anos que decorrerá entre as 16h e as 4h e que entre muitos outros concertos e dj sets contará com a estreia do duo krodelabestiole & Bernardo Álvares e a ruidosa presença dos indescritíveis Kafunfo noSoundsystem, o braço gira-disquista da ATR! (+ info em baixo e aqui)

Na próxima semana (sábado | 13 Maio) há o quinto acto da Convenção Internacional do Ruído Terapêutico, residência mensal da ATR no Damas que desta feita incluirá uma conferência sobre ruído milionário pelos mestres chileno-espanhóis Familea Miranda (primeira banda internacional que a ATR recebeu em 2008 e que voltou em 2010 e depois em 2011 para participar na segunda edição do Festival Terapêutico do Ruído), uma palestra sobre ruído catafórico pelos Lemur (que regressam mais uma vez ao activo depois de uma longa hibernação da qual despertaram fugazmente em 2013 e em 2014) e ainda um colóquio sobre ruído intercontinental pelos professores Ayala & Jahwize (selectas do extinto colectivo Riddim Culture Sound)! Para a ocasião será reeditada digitalmente através do bandcamp da ATR a discografia completa dos Lemur, dando continuação a uma série de reedições de discos que tiveram a colaboração da ATR! E no dia anterior (sexta-feira | 12 de Maio) os Lemur deslocam-se também a Santarém para tocar na A9, nova associação DIY desta cidade! (+ info em breve e aqui e ali)

Na semana seguinte haverá a quinta sessão do Versus – Ciclo de Música Antagónica, ciclo mensal com curadoria da ATR e da Zaratan – Arte Contemporânea que decorrerá no dia 19 de Maio e que terá como antagonistas o inglês Kiran Leonard com as suas composições acusticamente desordenadas e o catalão Odd Labu com as suas descomposições electronicamente ordenadas! (+ info em breve)

No dia 25 de Maio os infames dSCi regressam aos palcos (em local ainda por anunciar) para festejarem o 10º aniversário do seu primeiro concerto e com eles trazem o power-noise-duo francês Daikiri, que volta a Portugal depois das explosivas passagens em 2013 e em 2016 e o one-man-noise-band Tarabush, o misterioso projecto paralelo de Gipsy Rufina, cantautor italiano que tem vindo frequentemente ao nosso país nos últimos anos! (+ info em breve)

E para terminar este ruidoso e terapêutico mês (terça-feira | 30 de Maio) o nosso indomável Catapulta junta-se mais uma vez ao nosso inefável Desmarques (ambos terapeutas do ruído e membros dos infames dSCi) para participarem nas Terças de Poesia Clandestina, evento quinzenal que junta poesia, música, performance e debate e que acontece no Titanic Sur Mer! (+ info em breve)

Entretanto já está disponível o novo single do terapeuta do ruído e membro dos infames dSCi Zé Trigueiros, intitulado “Telhado”!

6 de Maio | sábado | a partir das 16h

krodelabestiole (fr) & Bernardo Álvares (pt)
Kafunfo noSoundsytem (dj set)

O Lounge faz 18 anos
Rua da Moeda, 1 – Lisboa
entrada livre

krodelabestiole é um artista sonoro francês activo há mais de 15 anos, mantendo sempre uma abordagem de evolução DIY à electrónica. Usando sobretudo instrumentos desenvolvidos por si, tem trabalhado, entre outras, linguagens como o noise e o drone. Nos últimos anos tem desenvolvido uma parceria musical com a artista suíça Aude Barrio e, juntos, têm passado grandes temporadas radicados em Lisboa. Para além do duo cyber-inyourface-grind-core Desflorestação, têm improvisado enquanto duo drone de contrabaixo e electrónica. Será mais perto desse registo que se dará esta colaboração de krodelabestiole com o músico local Bernardo Álvares. O também contrabaixista tem-se apresentado ao vivo a solo e é igualmente, entre outros, parte integrante de Alförjs e Zarabatana.

Os Kafunfo noSoundsystem são mais uma faceta da multifacetada Associação Terapêutica do Ruído. Munidos de gira-discos, alguma falta de bom senso e mau gosto q.b. atiram-se às agulhas em busca das velhas pérolas e diamantes perdidos da história da música gravada, tentando pelo caminho surpreender e aterrorizar os ouvintes mais incautos. Resumindo: música de dança até para quem não gosta de dançar, incluindo tímidos, coxos e zombies.

7 de Maio | domingo | a partir das 17h

Ukryte Zalety Systemu (pl)
Przepych (pl)
Vasco Furtado & Luis Lopes (pt)

Disgraça
Rua da Penha de França, 217 – Lisboa
entrada: contribuições livres – mínimo 3 DIYs
jantar vegano

A música dos Ukryte Zalety Systemu (nome que em polaco quer dizer “sistema de benefícios secretos”) é uma fusão das estéticas pós-punk, new wave e cold wave. Padrões rítmicos despojados dominados por frenéticas linhas de baixo e opressivos ritmos de bateria servem de base para riffs de guitarra angulares e teclados minimais em luta com duas vozes cantadas, resultando numa sonoridade simultaneamente gélida e cortante que faz referência não só à neue deutsche welle e a muita da prole gerada pela explosão punk no Reino Unido durante os anos 80, mas também aos artistas polacos ligados à editora Stilon Gorzów, cuja influência se nota principalmente nas letras sarcásticas e satíricas, repletas de crítica social nas entrelinhas. O trio formado em 2013 vem pela primeira vez a Portugal acompanhado pelos seus conterrâneos Przepych.

Os Przepych (“esplendor” em polaco) são um duo de Wrocław constituído por membros de projectos como Kurws, Ukryte Zalety Systemu, Pustostany, Norymberga e Śmieszne Pieniądze, entre outros. Apesar de utilizarem instrumentos típicos do rock, tentam evitar as estruturas habituais do rock e do pós-rock, preferindo usar as guitarras e a bateria como ferramentas de composição inspiradas pelo sincretismo do Rock In Opposition ou pelas desconstruções rítmicas da no-wave e do pós-punk de forma a explorar as próprias limitações a seu favor, reduzindo a técnica ao mínimo para chegarem ao máximo da expressividade. Tal como os Ukryte Zalety Systemu, são membros activos da cena underground da sua cidade que gira em volta do centro social e cultural CRK, onde costumam ensaiar.

Primeira actuação em formato duo de dois dos mais importantes e activos músicos da cena de música improvisada portuguesa: o baterista Vasco Furtado, actualmente radicado na Alemanha, experiente improvisador e membro de grupos tão diversos como The Mingus Project, What About Sam?, Malson, Cru ou Lemur e o guitarrista Luis Lopes, aclamado solista e mentor dos projectos Humanization 4tet e Lisbon Berlin Trio. Expectativas elevadas para este encontro, depois das experiências em conjunto com o saxofonista Albert Cirera e com o contrabaixista Hernani Faustino num quarteto que se estreou no ciclo de música improvisada da ATR no Damas no final de 2015 e que mais recentemente deu origem ao disco “Temple of Doom”, editado pela catalã Discordian Records.

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Ao longo deste ano a Associação Terapêutica do Ruído (ATR) e os seus gémeos siameses dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS (dSCi) estão a celebrar 10 anos de ruído terapêutico, assim termina o quarto capítulo destas comemorações!

Esta sexta-feira (28 de Abril) há a quarta sessão do Versus – Ciclo de Música Antagónica, ciclo mensal com curadoria da ATR e da Zaratan – Arte Contemporânea que terá como antagonistas o americano Last King Of Poland com o seu noise monárquico e o português Presidente Drógado com as suas canções republicanas e como artista convidado o Marcos Farrajota! (+ info em baixo e aqui)

Entretanto continua disponível para escuta a mixtape “10 anos de ATR & dSCi (capítulo IV)” que a ATR e a stress.fm prepararam com temas de alguns dos projectos que já passaram ou ainda vão passar por este terapêutico mês!

E também continua disponível para download gratuito através do bandcamp da ATR o álbum “Arritmia” dos Da Monstra, segunda de uma série de reedições digitais de discos que tiveram a colaboração da ATR!

28 de Abril | sexta-feira | 19h

Last King Of Poland (us)
vs.
Presidente Drógado (pt)

Versus IV
Zaratan
Rua de São Bento, 432 – Lisboa
entrada livre para sócios – quota anual sócio: 3 euros

A Associação Terapêutica do Ruído e a Zaratan – Arte Contemporânea apresentam Versus, um ciclo de concertos a acontecer mensalmente na Zaratan.
Seguindo um princípio ecléctico de programação, o pressuposto desta nova aventura musical é juntar projectos diferentes entre si, ou até mesmo opostos, numa mesma sessão. Neste aparente antagonismo procuramos pontos de contacto e/ou de divergência que ilustrem de algum modo a complexidade e diversidade das definições estilísticas da música contemporânea.
Em cada sessão haverá o lançamento de um cartaz em risografia realizado propositadamente para a ocasião. A convite da Zaratan, diferentes artistas recebem o desafio de criar uma imagem de alguma forma ligada ao tema do antagonismo, inspirada também nas sonoridades dos projectos convidados pela ATR a participar neste ciclo.

Last King Of Poland é um projecto de noise experimental que Tomasz Jurczak criou em 2007. Vindo da cena chiptune/gameboy, Tomasz foi-se gradualmente aproximando do harsh noise e da música ambiental. Neste seu projecto a solo utiliza como instrumentos uma pedaleira de efeitos para manipular feedbacks e diversos dispositivos electrónicos e sintetizadores para criar noise extremamente emocional, em oposição ao moderno paradigma de muitos noisemakers que se limitam a ficar a beber cerveja e a rodar botões. Segundo ele o consumo de música noise em excesso pode fazer as pessoas reflectir nas suas vidas de maneiras extremamente positivas.

Presidente Drógado é o alter-ego de Filipe Leote, músico, performer, professor, discófilo e membro de bandas como Traumático Desmame ou Kromleqs. Apesar de ultimamente ter vindo a explorar uma faceta mais eléctrica com a sua Banda Suporte, neste concerto na Zaratan apresentar-se-á em formato acústico com a participação vocal de Patrícia Filipe (com quem partilha também o projecto Come-se a pele?) para nos mostrar algumas das suas “Canções de Faca e Alguidar”, título do próximo disco que será editado em Maio, uma espécie de “Murder Ballads” à portuguesa repleto de horror-folk a lembrar as “Canções do Ceguinho”.

Marcos Farrajota (Lisboa, 1973) trabalha na Bedeteca de Lisboa desde 2000. Faz BD e fanzines desde 1992 quando criou com o Pedro Brito o zine mutante Mesinha de Cabeceira que ainda hoje edita (28 números). Em 1995 criou com outros autores a Associação Chili Com Carne e em 2000 criou a editora MMMNNNRRRG “só para gente bruta”. Participou em vários fanzines, jornais, revistas e livros com BDs ou artigos sobre cultura DIY, música ou BD pelo mundo fora. Tem feito capas e cartazes para bandas punks e afins. Organizou ou fez parte de organização de vários eventos como a Feira Laica (2004-12), bem como acções de formação, colóquios, exposições, rádio e “unDJing”.

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Ao longo deste ano a Associação Terapêutica do Ruído (ATR) e os seus gémeos siameses dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS (dSCi) estão a celebrar 10 anos de ruído terapêutico, assim prossegue o quarto capítulo!

Este sábado (22 de Abril) temos a estreia em Lisboa do guitarrista espanhol Isasa e do cantautor espanhol Daniel Ardura que tocam no Panóplias, novo espaço no Bairro Alto! (+ info em baixo e aqui)

E na próxima semana (sexta-feira | 28 de Abril) haverá a quarta sessão do Versus – Ciclo de Música Antagónica, ciclo mensal com curadoria da ATR e da Zaratan – Arte Contemporânea que terá como antagonistas o americano Last King Of Poland com o seu noise monárquico e o português Presidente Drógado com as suas canções republicanas e como artista convidado o Marcos Farrajota! (+ info em breve e aqui)

Entretanto já está disponível para escuta a mixtape “10 anos de ATR & dSCi (capítulo IV)” que a ATR e a stress.fm prepararam com temas de alguns dos projectos que já passaram ou ainda vão passar por este terapêutico mês!

E também já está disponível para download gratuito através do bandcamp da ATR o álbum “Arritmia” dos Da Monstra, segunda de uma série de reedições digitais de discos que tiveram a colaboração da ATR!

22 de Abril | sábado | 22h30

Isasa (es)
Daniel Ardura (es)

Panóplias
Rua da Rosa, 154/156 – Lisboa
entrada livre

Isasa é um guitarrista e compositor nascido em Madrid em 1977, de pais uruguaios, que tem sido um membro activo da cena underground da sua cidade desde o início dos anos 90. A solo mantém-se fiel ao espírito original da guitarra primitivista americana de John Fahey, Glenn Jones ou Jack Rose, mas sempre com um pé bem fincado na sua própria tradição, inspirada por um lado pela guitarra espanhola e pela música sul-americana que ouvia em casa dos seus pais e por outro pela sua trajectória como músico que em diversos momentos o levou a aproximar-se do jazz, do pós-hardcore e da música experimental. Depois de um primeiro disco onde demonstrou a sua vontade em explorar o som da guitarra acústica, transformando paradoxalmente as limitações do instrumento em virtudes, Isasa vem pela primeira vez a Portugal para nos apresentar o seu segundo álbum “Los días”, lançado no ano passado pela editora La Castanya, em que dá mais um passo na busca da sua própria identidade musical, tentando simultaneamente conciliar as tradições pessoais com as influências universais.

Já com mais de dez anos de carreira, inúmeras digressões e seis álbuns às suas costas (com as bandas Alado Sincera e Sonio), Daniel Ardura estreia-se no nosso país trazendo na bagagem “Voltereta”, o seu primeiro disco a solo, recentemente editado pela Repetidor Disc, onde utiliza a voz e a guitarra como únicos elementos, afastando-se no entanto do habitual linhagem de cantautores ao partir da criação lírica para elaborar breves peças monolíticas, composições monotonais ou sofisticadas canções, todas elas de alto teor pessoal e poético.

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