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Ao longo deste ano a Associação Terapêutica do Ruído (ATR) e os seus gémeos siameses dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS (dSCi) estarão a comemorar 10 anos de ruído terapêutico, assim termina o segundo capítulo!

Este sábado (25 de Fevereiro) há o lançamento do terceiro volume da Kaüzpellaplatz, compilação de homenagem a João Capela, músico, artista, escritor, activista, terapeuta do ruído e amigo que nos deixou em Fevereiro de 2014. Depois de um primeiro volume com bandas e músicos portugueses e de um segundo volume com bandas e músicos internacionais, este terceiro volume incluirá temas de alguns dos projectos nos quais João Capela participou (como os infames dSCi ou os monstruosos Da Monstra, entre outros) e além da edição digital via bandcamp da ATR, será também editado em cassete. Para celebrar a ocasião a Orquestra do Ruído irá juntar-se na Zaratan nesse mesmo dia. (+ info em baixo e aqui)

Entretanto continua disponível para escuta a mixtape “10 anos de ATR & dSCi (capítulo II)” que a ATR e a stress.fm prepararam com temas de alguns dos projectos que já passaram ou ainda vão passar por este terapêutico mês, incluindo dois temas da “Kaüzpellaplatz III” e um excerto do concerto da Orquestra do Ruído no Cineclube de Telheiras em Março de 2014!

25 de Fevereiro | sábado | 19h

Orquestra do Ruído (pt)

Lançamento Kaüzpellaplatz III

Zaratan
Rua de São Bento, 432 – Lisboa
entrada livre para sócios – quota anual sócio: 3 euros

“Kaüzpellaplatz III” é o terceiro volume de uma compilação que visa homenagear João Capela, músico, artista, escritor, activista, terapeuta do ruído e amigo que nos deixou em Fevereiro de 2014 e que tocou a alma e o coração de todos os que com ele conviveram (mesmo que apenas em fugazes encontros ocasionais), deixando um vácuo na comunidade musical, artística e activista nacional e internacional.

Depois de um primeiro volume com bandas e músicos portugueses e de um segundo volume com bandas e músicos internacionais, este terceiro volume incluirá temas de alguns dos projectos nos quais João Capela foi participando e tal como os anteriores será lançado em colaboração com a Associação Terapêutica do Ruído (ATR), promotora musical independente à qual João Capela também pertencia, sendo que todos os fundos garantidos serão canalizados para a futura edição de um livro com os seus textos.

A compilação, que conta mais uma vez com o artwork de José Smith Vargas, estará disponível para escuta livre e download pago através do bandcamp da ATR e também numa edição especial em cassete. Para celebrar o lançamento a Orquestra do Ruído irá juntar-se na Zaratan no dia 25 de Fevereiro.

Orquestra do Ruído
Fundada no final de 2011 por ocasião do Benefit Segunda Curva na Da Barbuda, a Orquestra do Ruído é uma formação aberta e improvisada constituída por diversos terapeutas e simpatizantes do ruído que tem vindo a actuar nas mais variadas situações e contextos. Reúne-se mais uma vez em homenagem ao amigo João Capela, depois dos tocantes concertos no Cineclube de Telheiras em Março de 2014 e no micro-festival Nozes Sons da Primavera no Bartô em Junho do mesmo ano.

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Ao longo deste ano a Associação Terapêutica do Ruído (ATR) e os seus gémeos siameses dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS (dSCi) estarão a comemorar 10 anos de ruído terapêutico, eis o segundo capítulo desta celebração!

Esta quinta-feira (9 de Fevereiro) continua o Versus – Ciclo de Música Antagónica, ciclo mensal com curadoria da ATR e da Zaratan – Arte Contemporânea que nesta segunda sessão terá como antagonistas o polaco Strzał w Kolano com o seu experimentalismo electro-acústico e o português O Gajo com as suas deambulações campaniças (e o artwork de Bruno Caracol)! (+ info em baixo e aqui)

Na próxima semana (sexta-feira |17 de Fevereiro) há o segundo acto da Convenção Internacional do Ruído Terapêutico, residência mensal da ATR no Damas que desta feita contará com uma cimeira bipartida sobre ruído “loopístico” pelo mestre italiano Marco Bernacchia, um dos especialistas que a ATR mais vezes recebeu (como Above the Tree em 2009, 2010 e 2011, como Above the Tree & E-Side em 2012 e como Virtual Forest em 2015) e pelo nosso indomável Catapulta, projecto a solo do terapeuta do ruído Boris Nunes! E ainda com um dj set de Yari, no qual o doutor Jari Marjamäki nos dará uma lição sobre ruído transversal! (+ info em breve e aqui)

Além desta cimeira os dois especialistas (Above the Tree e Catapulta) estarão também nas Oficinas do Convento em Montemor-o-Novo no dia 16 de Fevereiro e no Céu de Vidro nas Caldas da Rainha no dia 18 de Fevereiro (pelas mãos do Grémio Caldense e com os Galgo)! (+ info em breve e aqui e ali)

E até ao fim do mês haverá o lançamento do terceiro volume da Kaüzpellaplatz, compilação de homenagem a João Capela, músico, artista, escritor, activista, terapeuta do ruído e amigo que nos deixou em Fevereiro de 2014. Depois de um primeiro volume com bandas e músicos portugueses e de um segundo volume com bandas e músicos internacionais, este terceiro volume incluirá temas de alguns dos projectos nos quais João Capela participou (como os infames dSCi ou os monstruosos Da Monstra, entre outros) e além da edição digital via bandcamp da ATR, será também editado em cassete. (+ info em breve)

9 de Fevereiro | quinta-feira | 19h

Strzał w Kolano (pl)
vs.
O Gajo (pt)

Versus II
Zaratan
Rua de São Bento, 432 – Lisboa
entrada livre para sócios – quota anual sócio: 3 euros

A Associação Terapêutica do Ruído e a Zaratan – Arte Contemporânea apresentam Versus, um novo ciclo de concertos a acontecer mensalmente na Zaratan.
Seguindo um princípio ecléctico de programação, o pressuposto desta nova aventura musical é juntar projectos diferentes entre si, ou até mesmo opostos, numa mesma sessão. Neste aparente antagonismo procuramos pontos de contacto e/ou de divergência que ilustrem de algum modo a complexidade e diversidade das definições estilísticas da música contemporânea.
Em cada sessão haverá o lançamento de um cartaz em risografia realizado propositadamente para a ocasião. A convite da Zaratan, diferentes artistas recebem o desafio de criar uma imagem de alguma forma ligada ao tema do antagonismo, inspirada também nas sonoridades dos projectos convidados pela ATR a participar neste ciclo.

Strzał w Kolano (literalmente “baleado no joelho”, o que corresponde à expressão “tiro no pé”) é um projecto do músico e realizador polaco Jakub Majchrzak, membro de bandas como Kurws, Przepych ou Norymberga. Apesar de estar musicalmente activo desde 1999, tocando ao vivo, gravando e editando com inúmeros músicos, esta será a sua primeira actuação a solo e consistirá de uma peça para mini-guitarra acústica e samples preparada especialmente para este ciclo, espécie de trabalho em progresso sobre os paradoxos da repetição, impulsionado pelo ódio que devota à actual dependência da música independente às loop-stations.

O Gajo é um viajante e a viola campaniça o seu meio de transporte. Alter-ego do músico João Corrosão, fundador dos Corrosão Caótica, Carbon H e Gazua, entre tantos outros grupos por onde foi passando, O Gajo convida-nos neste seu projecto a solo a vir desembaraçar o emaranhado de notas desta viagem intemporal que passa pela música popular, o fado, a folk e o rock e que desagua numa sonoridade única e transmissível, ou seja, música pessoal do e para o mundo.

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Este ano a Associação Terapêutica do Ruído (ATR) e os seus gémeos siameses dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS (dSCi) estarão a comemorar 10 anos de ruído terapêutico com muitas surpresas e a mesma hiperactividade de sempre!

Para terminar o mês os infames dSCi regressam À da Maxada este sábado (28 de Janeiro) para participarem no Espaço, um encontro de artes e técnicas que está a decorrer neste espaço autónomo em Setúbal até dia 29 de Janeiro e que inclui diversas oficinas, concertadas, almoçaradas e jantaradas! A acompanhá-los estarão mais uma vez alguns convidados espaciais e a dupla de cybergrind anti-ecológico Desflorestação e depois dos concertos haverá ainda uma “Electro-Disco-Xunga Saturday Night Fever Dress-up Party”! (+ info em baixo e aqui)

Entretanto continua disponível para escuta a mixtape “10 anos de ATR & dSCi (capítulo I)” que a ATR e a stress.fm prepararam com temas de alguns dos projectos que passaram por este ruidoso mês! E também continua disponível para visualização “O Ruído Terapêutiko da Klasse Operária”, documentário do colectivo underground londrino Workin’Klass Noize sobre este mini-festival de música electrónica experimental e radical que decorreu em Lisboa em Março do ano passado e que foi organizado em parceria com a ATR!

28 de Janeiro | sábado | a partir das 20h30

dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS (pt)
Desflorestação (ch/fr)

EspaçoÀ da Maxada
Setúbal
info: adamachada@gmail.com / https://adamaxada.wordpress.com

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Este ano a Associação Terapêutica do Ruído (ATR) e os seus gémeos siameses dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS (dSCi) estarão a comemorar 10 anos de ruído terapêutico com muitas surpresas e a mesma hiperactividade de sempre!

Relembramos que AMANHÃ (terça-feira | 17 de Janeiro) a partir das 19h30 no Disgraça há concertos de Neige Morte, o trio de black metal noise de Sheik Anorak, o one-man-band francês que a ATR recebeu por duas vezes em 2015 (e com a dupla -1 no ano passado) e de Traumático Desmame, o mítico trio lisboeta que está de regresso ao activo no ano em que também celebra o seu décimo aniversário! E além dos concertos haverá o habitual (e sempre delicioso) jantar vegano! (+ info aqui)

E esta quinta-feira (19 de Janeiro) começa a Convenção Internacional do Ruído Terapêutico, nova residência mensal da ATR no Damas que neste primeiro acto contará com uma palestra de l’ocelle mare, perito francês em ruído acústico que esteve na segunda edição do Festival Terapêutico do Ruído em 2011 e na primeira edição do Mi Casa Es Tu Casa no Barreiro e na Feira do Gado da saudosa Da Barbuda em 2012 (e mais recentemente na Casa Senhora do Monte); com uma conferência sobre ruído tradicional brasileiro de São Bernardo, novo projecto a solo do professor Bernardo Álvares e ainda com uma prelecção sobre ruído gira-disquista pelos Kafunfo noSoundsystem, o indescritível colectivo de djs da ATR! (+ info em baixo e aqui)

No sábado (21 de Janeiro) às 21h30 o nosso indomável Catapulta regressa aos palcos lisboetas para actuar n’A Válvula, novo espaço cultural no Alto de São João que abriu no Verão passado! (+ info aqui)

E para terminar o mês os infames dSCi regressam À da Maxada no dia 28 de Janeiro para participarem no Espaço, um encontro de artes e técnicas que decorrerá neste espaço autónomo em Setúbal de dia 21 a 29 de Janeiro e que incluirá diversas oficinas, concertadas, almoçaradas e jantaradas! (+ info em breve e aqui)

Entretanto já está disponível para escuta a mixtape “10 anos de ATR & dSCi (capítulo I)” que a ATR e a stress.fm prepararam com temas de alguns dos projectos que já passaram ou ainda vão passar por este ruidoso mês! E também já estão disponíveis através do bandcamp d’A Besta as edições digitais dos temas “Bursite” e “Ataque”, os lados A e B da “Chains Split Tape Vol. 2”, cassete que foi lançada em Outubro do ano passado e que junta os dSCi aos Cardíaco, projecto de exploração sonora deste colectivo/editora bestial!

Convenção Internacional do Ruído Terapêutico #1

19 de Janeiro | quinta-feira | 23h

l’ocelle mare (fr)
São Bernardo (pt)
Kafunfo noSoundsystem (dj set)

Damas
Rua da Voz do Operário, 60 – Lisboa
entrada livre

No cada vez mais fértil panorama das promotoras e demais agentes de disseminação cultural fundamentadas na crença e na verdade, é absolutamente obrigatório destacar o pioneirismo bravo do trabalho incansável desta Associação Terapêutica do Ruído contra todas as intempérides. Entidade gémea dos dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS que tem vindo a a inflamar o tecido cultural deste país com inúmeros concertos e actividades espalhados por todos os locais de interesse neste país, num exemplo de bravura ainda longe de estar devidamente cartografado, mas merecedor do maior respeito e admiração.

No ano em que celebram uma década de actividade, num exemplo quase único de resistência e visão por estes lados, esta cooperativa de meliantes e agitadores fundamentada num princípio comunal de honestidade e coração celebram esse mesmo feito com a Convenção Internacional do Ruído Terapêutico. Nova residência da ATR nesta casa que sempre os acolheu e que se vai estender ao longo deste ano em 10 aparições alinhadas com o espírito inconformista e a vontade que sempre guiou os seus instintos.

l’ocelle mare
Projecto a solo do francês Thomas Bonvalet – actualmente sediado em Espanha – nascido após a militância nos Cheval de Frise entre 1998 e 2004, l’ocelle mare parte da guitarra acústica para a dotar de novas realidades recorrendo à amplificação, ao uso de inúmeros objectos e formas de processamento numa procura incessante de sons inusitados e de uma abstracção elevada em tangentes ao drone, à música concreta e ao ruído.

São Bernardo
Explorador de ouvido absoluto e apaixonado pelos sons puros e de raíz sem geografia definida, Bernardo Álvares expande essa procura infinita que alimenta já as visões de Älforjs e Zarabatana através de um filtro sacro-minimalista informado por gente como La Monte Young ou Janita Salomé. Nesta sua primeira demanda a solo, São Bernardo irá fazer uma releitura de temas do cancioneiro brasileiro como ‘Pontos de Luz’ (Jards Macalé / Gal Costa) ou ‘Jovem Tirano Príncipe Besta’ (Negro Leo)

Kafunfo noSoundsystem

Braço gira-disquista da ATR num contínuo natural com os princípios fundadores da mesma. Ou seja, a mesma procura pelo novo, pelo destemido e pelo único em sets de uma imprevisibilidade e demência tão acolhedora quanto inconformista.

textos: Bruno Silva
artwork: José Smith Vargas

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10 anos de ATR & dSCi (capítulo I)

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Este ano a Associação Terapêutica do Ruído (ATR) e os seus gémeos siameses dUASsEMIcOLCHEIASiNVERTIDAS (dSCi) estarão a comemorar 10 anos de ruído terapêutico com muitas surpresas e a mesma hiperactividade de sempre!

Esta quinta-feira (12 de Janeiro) há o início do Versus – Ciclo de Música Antagónica, um novo ciclo mensal com curadoria da ATR e da Zaratan – Arte Contemporânea que nesta primeira sessão terá actuações de três antagonistas internacionais: o britânico Horacio Pollard com o seu noise abrasivo, o italiano Giulio Aldinucci com as suas paisagens electro-acústicas e o belga Manu Louis com a sua pop pós-moderna! (+ info em baixo e aqui)

E na próxima terça-feira (17 de Janeiro) no Disgraça há o regresso de Sheik Anorak, o one-man-band francês que a ATR recebeu por duas vezes em 2015 (e com a dupla -1 no ano passado) e que desta feita nos vem apresentar o seu trio de black metal noise Neige Morte! A acompanhá-lo estará o mítico trio lisboeta Traumático Desmame, que assim regressa à actividade no ano em que também celebra o seu décimo aniversário! (+ info em baixo e aqui)

Nessa mesma semana (quinta-feira |19 de Janeiro) começa a Convenção Internacional do Ruído Terapêutico, nova residência mensal da ATR no Damas que neste primeiro acto contará com uma palestra de l’ocelle mare, perito francês em ruído acústico que esteve na segunda edição do Festival Terapêutico do Ruído em 2011 e na primeira edição do Mi Casa Es Tu Casa no Barreiro e na Feira do Gado da saudosa Da Barbuda em 2012 (e mais recentemente na Casa Senhora do Monte); com uma conferência sobre ruído tradicional brasileiro de São Bernardo, novo projecto a solo do professor Bernardo Álvares e ainda com uma prelecção sobre ruído gira-disquista pelos Kafunfo noSoundsystem, o indescritível colectivo de djs da ATR! (+ info em breve e aqui)

E para terminar o mês os infames dSCi regressam À da Maxada no dia 28 de Janeiro para participarem no Espaço, um encontro de artes e técnicas que decorrerá neste espaço autónomo em Setúbal de dia 21 a 29 de Janeiro e que incluirá diversas oficinas, concertadas, almoçaradas e jantaradas! (+ info em breve e aqui)

Entretanto continua disponível através do bandcamp d’A Besta a edição digital do tema “Bursite”, o lado A da “Chains Split Tape Vol. 2”, cassete que foi lançada em Outubro do ano passado e que junta os dSCi aos Cardíaco, projecto de exploração sonora deste colectivo/editora bestial! Em breve sairá também a versão digital do lado B (e entretanto a versão analógica continua disponível para venda através d’A Besta e da distro ATR no Espaço Múltiplo @ Zaratan ou num concerto próximo de si)!

12 de Janeiro | quinta-feira | 19h

Horacio Pollard (uk)
vs.
Giulio Aldinucci (it)
vs.
Manu Louis (be)

Versus I
Zaratan
Rua de São Bento, 432 – Lisboa
entrada livre para sócios – quota anual sócio: 3 euros

A Associação Terapêutica do Ruído e a Zaratan – Arte Contemporânea apresentam Versus, um novo ciclo de concertos a acontecer mensalmente na Zaratan.
Seguindo um princípio ecléctico de programação, o pressuposto desta nova aventura musical é juntar projectos diferentes entre si, ou até mesmo opostos, numa mesma sessão. Neste aparente antagonismo procuramos pontos de contacto e/ou de divergência que ilustrem de algum modo a complexidade e diversidade das definições estilísticas da música contemporânea.

A música de Horacio Pollard é como uma avalanche nauseabunda, mas simultaneamente extática, de êxitos estripados e desconstruídos, repletos de graves imundos, harmónicos vaginais e grooves iconoclastas, onde a fúria cáustica de uma flatulência cósmica fica suspensa no espaço morto de um distópico pesadelo húmido kubrickiano. O resultado destas turbulentas experiências sonoras tem sido editado pela Drid Machine, incrível editora norueguesa que também conta com os préstimos de bandas como Noxagt, Sightings ou Ultralyd, com as quais este noisemaker radicado no Reino Unido tem partilhado os palcos.

vs.

Giulio Aldinucci é um activo compositor italiano, versado em música electro-acústica experimental e na exploração de paisagens e ambientes sonoros. Além da sua extensa discografia a solo, das diversas participações em compilações (como “Elements” da editora japonesa Home Normal, “Sound at Work” do centro de pesquisa musical Tempo Reale, fundado por Luciano Berio ou “The Wire Tapper” da influente revista The Wire, entre outras) e das inúmeras colaborações colectivas, Giulio compõe também música para teatro, videoarte, documentários e curtas-metragens e é curador do Archivio Italiano Paesaggi Sonori.

vs.

Manu Louis é um músico, compositor e cantor belga que ao longo da sua carreira tem passado pelos mais variados géneros como o jazz, a música clássica contemporânea, a chanson française e mais recentemente a música electrónica, não só nos projectos Funk Sinatra e The Gardening Group, mas também compondo para orquestras de câmara, conjuntos de cordas ou fanfarras. Em nome próprio tem incendiado plateias com a sua mistura luxuriante e glamorosa de synth-pop, eurodance, arranjos orquestrais exóticos e um sentido de humor único, como tão bem comprova o seu álbum de estreia “Kermesse Machine”, editado no ano passado pela Igloo Records.

17 de Janeiro | terça-feira | a partir das 19h30

Neige Morte (fr)
Traumático Desmame (pt)

Disgraça
Rua da Penha de França, 217 – Lisboa
entrada: contribuições livres – mínimo 3 DIYs

Neige Morte é uma entidade obscura oriunda de Lyon (França), espécie de besta tricéfala imbuída de crueldade que se manifesta através de uma mistura hipotérmica e opressiva de black metal e noise, aparentemente enraizada em terroríficos rituais primitivos. Lentas e tortuosas passagens atmosféricas explodem em riffs gélidos vindos do black e do death metal mais progressivo, como uma ave de rapina que em vez de investir directamente ao pescoço da vítima, prefere persegui-la durante um longo período de tempo e atacá-la inesperadamente logo que os seus ouvidos parecem estar a familiarizar-se com a sonoridade bizarra e de difícil catalogação deste trio.
Provenienente do lado mais experimental e niilista da cena underground francesa, Neige Morte estreia-se Portugal para apresentar o seu terceiro álbum, que foi gravado durante a digressão que fizeram pela Rússia no ano passado e que será editado muito em breve.

Traumático Desmame nasceu numa sexta-feira 13 de Abril de 2007. Foi no bairro dos Anjos, Lisboa, na festa de lançamento da X.U.P.A. (Xth Uselesss Poorductions Anniversary), a partir do convite de alguém que queria ser artista, feito a um músico decente e a um miúdo barbudo. Três personagens essas que na altura andavam a perder tempo com bandas que ninguém conhecia (DSM DCLXVI, Kromleqs, Strip My Dog) e que haviam participado na dita cuja compilação…
Traumático Desmame quer tocar lento, pesado e fodido que chegue, sempre improvisado. Simulando uma refeição de sushi de cisne, rodeados daquele conforto austral do novo mundo. Niilistas, os ensaios são muito (mas muito) melhores que os concertos, porque tal como diz aquele ditado confuciano: não está lá ninguém para os ouvir. As letras se existissem seriam sobre várias maleitas decorrentes ao longo da vida de um infortunado ser humano, do parto ao óbito. Ao vivo apresentam-se sempre às escuras, com suporte visual em vídeo projectando imagens retiradas das obras de diversos realizadores…
Traumático Desmame já lubrificou (ou ludibriou?) audiências ilustres e humildes,  mas ser ecléctico não é ser politicamente correcto. Era suposto só ter havido um concerto. Esperamos sempre que o próximo seja o último…

em breve mais info sobre a CIRT
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